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sábado, 20 de dezembro de 2014

Guia de Profissões 2014: Filosofia

Guia de Profissões 2014: Filosofia infoENEm


Filosofia estuda a existência, o conhecimento, a verdade, os valores morais e estéticos, a mente e a linguagem. Se afasta da mitologia ao dar ênfase em argumentos racionais e se diferencia da ciência por não utilizar procedimentos e experiências sensoriais para investigação de seu estudo. A carreira do filósofo pode ser construída em instituições científicas, artísticas e culturais através de pesquisa e consultoria ou em projetos educacionais.
Em épocas de mudanças sociais e culturais, esse profissional também pode ser requisitado em jornais, revistas e telejornais para analisar notícias e mostrar ao público uma reflexão filosófica dos fatos sociais.
Para compartilhar sua vivência nesse curso, trazemos hoje uma entrevista com Vinicius Pintor, graduando em Filosofia na Universidade Federal do ABC (UFABC).

1- Por que escolheu o curso de Filosofia?
A escolha do curso se deu pela identificação que tenho com a área de estudo da filosofia desde o Ensino Médio. Não somente pelo conteúdo dado em sala de aula, mas por leituras, que mesmo de maneira indireta, abordavam os temas. Acredito que a identificação com o que se vá estudar na graduação deva ser o fator principal na escolha do aluno.

2- Na prática, sua visão sobre o curso mudou? Conte-nos um pouco sobre sua rotina.
Quando ingressei no curso, não sabia ao certo o que esperar, por isso creio que minha visão do curso se mantém, em especial a minha afinidade com ele. A rotina das diferentes matérias não costuma variar muito. Em resumo, escolhemos algumas obras de algum autor, as lemos e estudamos. Provas não são comuns, apresentações e trabalhos escritos sim. O curso possibilita atividades extracurriculares envolvendo docência, ou seja, dar aulas, seja como professor propriamente dito ou como auxiliar. Eu, particularmente, dou aulas de filosofia em um cursinho comunitário, a Escola Preparatória da UFABC, experiência que para mim é extremamente enriquecedora.

3- Quais os principais benefícios e dificuldades de fazer esse curso?
Acredito que o curso de filosofia vai muito além do estudo dentro do ambiente acadêmico. Ele oferece ferramentas para que o aluno tenha uma capacidade de análise crítica forte, tendo meios para se expressar com qualidade. A maior dificuldade talvez seja externa ao curso: o preconceito que infelizmente existe com quem opta por ser professor e, em especial, estudar filosofia.

4- Quais as principais características que você acredita serem necessárias para quem escolher esse curso?
O curso exige muita leitura e o ingressante deve estar ciente disso. Mas, em suma, não acredito que existam características necessárias além do interesse pelo conteúdo. Tudo o que for necessário poderá ser aprendido durante a graduação.

5- Gostaríamos que você desse dicas, conselhos ou qualquer outro tipo de informação que ajude nossos leitores a decidir seguir (ou não) a sua profissão.
Meu conselho é que o leitor com vontade de cursar filosofia não desista por pressões externas. Coloque sua vontade e bem-estar em primeiro plano. Oportunidades para um bom profissional não faltam, para qualquer área que seja.


Agradecemos muito ao Vinicius Pintor pelas valiosas dicas sobre a carreira de Filosofia.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

InfoEnem

InfoEnem


Posted: 02 Dec 2014 05:00 AM PST
O curso de Direito tem como objetivo organizar as relações entre os indivíduos e grupos na sociedade através da aplicação das normas jurídicas. Sendo uma das carreiras mais tradicionais e consolidadas no Brasil, o curso permite diferentes áreas de atuação, como advogado particular, advogado público, juiz, promotor de justiça e delegado de polícia.
Para falar mais sobre o curso, trazemos hoje uma entrevista com Kelly Couto Silva, graduanda de Direito na Universidade Católica de Brasília.

1- Por que escolheu o curso de Direito?
Desde criança, sempre tive uma personalidade forte em questão de opinião, e por isso, sempre quis saber o que poderia ser certo ou errado. Parte de escolher o curso é tentar entender e, de certa forma, aplicar uma visão justa à sociedade.

2– Na prática, sua visão sobre o curso mudou? Conte-nos um pouco sobre sua rotina.
Creio que mudou um pouco sobre as perspectivas que tenho sobre os fatos sociais e os direitos humanos. Muitas vezes, nós víamos certas situações e pensávamos “Mas que absurdo, fulano tem que morrer”, com o tempo você ainda se indigna com as situações mas tudo chega até você com uma visão jurídica, você reconhece o direito de todos.
Conforme aprofunda o curso, várias oportunidades em diversas áreas aparecem. O problema é que em todos cursos você se interessa mais por alguma área e quer se desenvolver nela, no meu caso é Penal, o que não chega a ser muito óbvio pra quem gosta de Direito e entende.
Recentemente, fiz um curso de conciliação e mediação, algo que está sendo implantado atualmente em alguns lugares como uma tentativa de resolver conflitos mais rápido, isso chega a ser bom pois ao fazer o curso você consegue ter uma perspectiva em como lidar com conflitos e tentar resolvê-los de forma que seja melhor para ambas partes, e é humanitário também, pois desenvolve um pensamento no advogado de não pensar somente nos honorários e sim no desempenho rápido de seu trabalho e benéfico ao cliente.
O estágio em Direito, onde eu moro (Distrito Federal), é mais acessível, oferece muitas oportunidades tanto remunerável quanto voluntário. A diversidade de áreas de atuação e opinião de profissionais é algo curioso, pois há quem defenda que é melhor estagiar na Defensoria onde se aprende mais na prática, e outros dizem que, apesar de ser cansativo, escritórios de advocacias são melhores. Mas com o andamento do curso, fica cada vez mais pesado. Os maiores requisitos para estágio são disciplinas cursadas a partir do 7º semestre e a partir do 8º, quando você já começa a estudar para o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

3– Quais os principais benefícios e dificuldades de fazer esse curso?
Os benefícios, sem dúvida, são aprender o seu direito, da sua família, e conseguir saber o limite de cada um para que possam ter uma convivência melhor evitando conflitos. Direito é algo que todos usam e ouvem no seu dia-a-dia, não é um assunto superficial, tampouco chato como alguns gostam de definir. Você pode atingir diversas áreas, apesar de muitos considerarem um mercado saturado.
Direito é uma profissão que nunca vai te deixar na mão, sempre tem um caminho novo pra você tentar. O que me frusta no curso é ver colegas de estudo, futuros colegas de profissão, demonstrarem preguiça, indecisão ou falta de amor pela carreira, muitas vezes, almejando apenas alta remuneração. Além disso, uma das maiores dificuldades é a concorrência tanto para advocacia particular quanto para concursos públicos.

4- Quais as principais características que você acredita serem necessárias para quem escolher esse curso?
Senso crítico, capacidade intelectual e disposição de aprender a ouvir diversos pensamentos e conseguir criar o seu próprio. No Direito, não há apenas uma resposta para cada caso, existem súmulas, doutrinas, jurisprudências. Por exemplo, quando eu vou estudar, eu procuro ler o material didático do professor, livros e vídeos, e muitas vezes cada um utiliza mais do que uma teoria ou referência de pensadores.

5- Gostaríamos que você dêsse dicas, conselhos ou qualquer outro tipo de informação que ajude nossos leitores a decidir seguir (ou não) a sua profissão.
Reproduzo aqui o que sempre escutei do meu pai: “Se você tem dúvida de qual profissão seguir, liste as carreiras que você acha que gosta e se daria bem e procure um profissional na área para pesquisar a rotina, vá até a faculdade e assista uma aula, procure vídeos na internet sobre alguns conteúdos e veja se você se imagina seguindo essa rotina. E o mais importante de tudo, não vá pelo dinheiro, o que vai trazer privilégios depois de formado é seu esforço e não seu diploma. Quem conseguiria ser feliz fazendo todo dia algo que não gosta?”
Agradecemos à estudante Kelly Couto Silva por ter concedido ótima entrevista.