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terça-feira, 16 de maio de 2023

2º BIMESTRE - Habilidades essenciais 2023

 UNIDADE TEMÁTICA

TEMPO E ESPAÇO

TERRITÓRIO E FRONTEIRA

HABILIDADES

(EM13CHS103) Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros)

(EM13CHS104) Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.

(EM13CHS203) Comparar os significados de território, fronteiras e vazio (espacial, temporal e cultural) em diferentes sociedades, contextualizando e relativizando visões dualistas (civilização/barbárie, nomadismo/sedentarismo, esclarecimento/obscurantismo, cidade/campo, entre outras).

(EM13CHS204) Comparar e avaliar os processos de ocupação do espaço e a formação de territórios, territorialidades e fronteiras, identificando o papel de diferentes agentes (como grupos sociais e culturais, impérios, Estados Nacionais e organismos internacionais) e considerando os conflitos populacionais (internos e externos), a diversidade étnico-cultural e as características socioeconômicas, políticas e tecnológicas.

OBJETOS DE CONHECIMENTO

Minorias nas sociedades do século XX: negros/índios e imigrantes/refugiados, entre outros. 

Conceitos de aculturação e assimilação: nos grupos sociais; na Indústria Cultural; nos meios de comunicação e na memória local, regional, nacional e mundial.

Territórios, fronteiras e vazio nas sociedades contemporâneas: na política (estados, formas e sistemas de governo), na legislação (cidadania, direitos, deveres) e na cultura (nação, subsociedade)

Sobreposição de territorialidades étnicoculturais na constituição do espaço material e virtual: delimitação, governança e estabelecidos e outsiders.

Atividades que deveram ser realizadas neste bimestre constam na Apostila do aluno - Currículo em Ação CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO E PROJETO DE VIDA PRIMEIRA SÉRIE 1

pagina 166 - SOCIOLOGIA 2º BIMESTRE SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 

TEMA: Os impactos do capitalismo no mundo contemporâneo. SITUAÇÃO-PROBLEMA: Como os meus desejos podem ser compatibilizados com a cidadania? OBJETOS DE CONHECIMENTO: Minorias nas sociedades do século XX: negros/índios e imigrantes/refugiados, entre outros.

pagina 171 - SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 

TEMA: Cultura: equilíbrios e desequilíbrios entre o local e o global. SITUAÇÃO-PROBLEMA: Como os meus desejos podem ser compatibilizados com a cidadania? OBJETOS DE CONHECIMENTO: Conceitos de aculturação e assimilação: nos grupos sociais; na Indústria Cultural; nos meios de comunicação e na memória local, regional, nacional e mundial.

pagina 175 - SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 

TEMA: As relações de poder e território. SITUAÇÃO-PROBLEMA: Como os meus desejos podem ser compatibilizados com a cidadania? OBJETOS DE CONHECIMENTO: Territórios, fronteiras e vazio nas sociedades contemporâneas: na política (estados, formas e sistemas de governo), na legislação (cidadania, direitos, deveres) e na cultura (nação, subsociedade).

pagina 181 - SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 

TEMA: As diferenças – do individual ao coletivo. SITUAÇÃO-PROBLEMA: Como os meus desejos podem ser compatibilizados com a cidadania? OBJETOS DE CONHECIMENTO: Sobreposição de territorialidades étnico-culturais na constituição do espaço material e virtual: delimitação, governança e estabelecidos e outsiders.

pagina 187 - trabalho para ser entregue em grupo com criação de QRcode ou mural colaborativo (padlet) ou Formulario do Google.

ATIVIDADE FINAL – FILOSOFIA, GEOGRAFIA, HISTÓRIA E SOCIOLOGIA 

As Situações de Aprendizagem, desde o primeiro volume, foram permeadas pela pergunta “Como os meus desejos podem ser compatibilizados com a cidadania?” Agora, será preciso sistematizar as respostas. Para isso, sugerimos uma atividade conjunta, a ser realizada a partir do que foi estudado ao longo do semestre. Propomos a simulação da criação de uma Lei internacional ou uma Convenção ou, ainda, uma Declaração com princípios para uma “Nova Terra”. O resultado pode ser divulgado em um fórum na escola com o envolvimento de todos. 

Vamos promover uma sociedade melhor? 

Você fará parte de um grupo seleto de pessoas que tem a missão de pensar uma nova sociedade e deve assumir sua organização junto com os seus colegas. Considerando as suas reflexões sobre a Situação-problema, proposta ao longo das diferentes situações de aprendizagem, em grupo, organizem uma Lei, Declaração ou uma Convenção capaz de representar uma nova sociedade, melhor para todos que nela vivem. Nesse contexto, vocês poderão expressar como desejos individuais podem ser compatibilizados com a cidadania. Para facilitar as pautas, que devem ser abordadas nessa nova proposta de sociedade, a seguir há alguns questionamentos a serem pensados para compor Lei, Declaração ou uma Convenção:

 Como a atitude ética terá o poder de transformar essa nova sociedade, ecoando no mundo? Como adotar, na nova sociedade, pressupostos históricos da cidadania como participação política, social, com direitos e deveres no dia a dia com cooperação, solidariedade, repúdio às injustiças, respeitando o outro e sendo respeitado? Como será a relação da nova sociedade com o meio ambiente e as comunidades tradicionais? Como o pagamento de tributos deverá viabilizar a realização de desejos de todos que vivem nessa sociedade? Quais seriam os princípios da nova Declaração dos Direitos Humanos? Eles seriam necessários? Como a organização das instituições educacionais, políticas, jurídicas e econômicas devem proceder para acolher e respeitar diferentes opiniões, corpos e gostos de forma que todos possam buscar a sua felicidade?

Todas as duvidas deverão ser tiradas em sala de aula com a Professora. Grata !!!

sábado, 8 de abril de 2023

Situações de Aprendizagem

 


Consequências do progresso para a sociedade: na tecnologia, no trabalho e no meio ambiente Situação 1 – (Consequências do progresso para a sociedade: na tecnologia) [...] Há um aplicativo que podemos instalar em nosso dispositivo móvel e usá-lo para resolver problemas matemáticos. Sua operação é muito simples: você tira uma foto de um problema de matemática e o aplicativo resolve isso. [...] A ferramenta oferece o resultado final marcado em vermelho, mas se você quiser consultar a fórmula e as etapas a seguir para alcançar esse resultado, você pode fazê-lo com um clique. A questão que surge é: esta aplicação é realmente necessária e útil, ou é um avanço que, a longo prazo, será prejudicial para o desenvolvimento da aprendizagem? O último grande avanço que foi feito em termos de cálculo foi a própria calculadora. No entanto, as calculadoras não escolhem para você a fórmula que você deve usar para resolver o problema, é você quem deve desenvolvê-lo e usar sua ajuda para resolver os diferentes passos do problema. [O aplicativo,] por outro lado, dá a você todo o trabalho feito e, embora o processo possa ser consultado, quantos usuários acabarão olhando para ele, em vez da solução final? Arthur Paredes

Consequências do progresso para a sociedade: no trabalho: Um dos maiores fabricantes de computadores criou um robô, baseado em inteligência artificial, capaz de elaborar petições para quem quiser recorrer de uma multa, por exemplo. O interessado não precisa dar um único telefonema, nem para o despachante, nem para o defensor. Exemplos como esses se reproduzem em todos os setores da economia mundial. Eles ilustram um processo novo e muito importante: as empresas se automatizam cada vez mais, com softwares poderosos e inteligência artificial, de tal modo que se expandem empregando número muito menor de trabalhadores. É o que os americanos chamam de jobless growth, crescimento sem empregos. Há muitos anos se previa que isso poderia acontecer — e agora a previsão virou realidade. [...] O mesmo robô que faz as vezes de advogado consegue ler mil tomografias por hora; os médicos que avaliaram seus diagnósticos e resultados concluíram que estavam certos em 99% das ocasiões. Ou seja, uma das 2 profissões mais valorizadas e intelectualizadas hoje em dia está sob ameaça. Em suma, a classe média está saindo do paraíso. Paulo Feldmann

Consequências do progresso para a sociedade: no meio ambiente: Economias vibrantes significam mais “progresso”, empregos, melhores salários e as amenidades que o dinheiro pode comprar. Apesar de centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo continuarem abaixo da linha de pobreza, outras centenas de milhões progrediram, sob muitos pontos de vista, no último século. Este progresso tem um custo ambiental, porque à medida que o consumo aumenta é preciso ampliar a área dedicada à agricultura, construir novas indústrias, estradas e outros meios de comunicação. É impossível ter isso tudo sem interferir no meio ambiente em que vivemos. O melhor exemplo disso é a própria construção de cidades, que caracteriza a evolução da humanidade há mais de 10 mil anos. Cidades não planejadas – que são a grande maioria – acabam por destruir toda a vegetação existente anteriormente, dando lugar a casas e ruas e poluindo os cursos d’água, que são usados como esgoto. Medidas corretivas podem atenuar estes problemas, mas é evidente que a própria existência de grandes cidades tem um grande impacto ambiental, que às vezes se agrava de tal forma que põe em risco a própria saúde e o conforto dos que nelas vivem. José Goldemberg

ATIVIDADE:

 1. O que cada situação tem de específico?

 2. O que as três situações têm em comum?

 3. Como a ideia de progresso se apresenta em cada uma das situações?

 4. Do que foi compreendido produzir um mapa mental

Progresso: sociedade, trabalho e meio ambiente

O sentido da palavra progresso representa o movimento para frente. Mas o avanço realizado de qualquer maneira também representa problemas.

Abaixo podemos visualizar o gráfico com as principais mudanças na tecnologia, a partir da Primeira Revolução Industrial:

 


Mas como os avanços científicos e tecnológicos funcionam no tecido social? Antes de existir o trem para transportar as pessoas e mercadorias do ponto A para o ponto B nós tínhamos as carroças. O avanço tecnológico foi incrível: transporte mais rápido e seguro. Mas e as pessoas que conduziam as carroças? Arrumaram outra atividade econômica? E o emprego do carvão para impulsionar os trens? O quanto afetaram o meio-ambiente?






Todo progresso é positivo?



Leia as três situações abaixo. Cada uma corresponde a um efeito do progresso (sociedade, trabalho e meio ambiente), na sequência responda as perguntas apresentadas ao final do documento.






Racismo, etnocentrismo e evolucionismo

Discursos racista, etnocentrista e evolucionista e sua contraparte nas sociedades contemporâneas: a eugenia, o arianismo, o colonialismo, o relativismo cultural e o multiculturalismo.

 





























Responda as questões solicitadas em sala de aula sobre a avaliação II que constam nos vídeos sobre discurso racista e cientifico.









O processo de desnaturalização e estranhamento da realidade

 

Os sábios cegos e o elefante

Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas consultavam-nos. Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles, que, de vez em quando, discutiam sobre o qual seria o mais sábio. Certa noite, depois de muito conversarem acerca da verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros:

– Somos cegos para que possamos ouvir e compreender melhor do que as outras pessoas a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí brigando, como se quisessem ganhar uma competição. Não aguento mais! Vou-me embora.

No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num elefante imenso. Os cegos jamais haviam tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele. O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou:

– Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar os seus músculos e eles não se movem; parecem paredes.

– Que bobagem! – disse o segundo sábio, tocando na presa do elefante – Este animal é pontudo como uma lança, uma arma de guerra.

– Ambos se enganam – retrucou o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante – Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia. A mão do quarto sábio acariciava o joelho do elefante, e o sábio contestou:

– É muito parecido com uma árvore!

– Vocês estão totalmente alucinados! – gritou o quinto sábio, que mexia as orelhas do elefante – Este animal não se parece com nenhum outro. Seus movimentos são ondeantes, como se seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante.

– Vejam só! Todos vocês, mas todos mesmos, estão completamente errados! – irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante – Este animal é como uma rocha com uma cordinha presa no corpo. Posso até me pendurar nele.

E assim ficaram horas debatendo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança. Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tateou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou:

– Assim os homens se comportam diante da verdade. Pegam apenas uma parte, pensam que é o todo, e continuam tolos!


Treinando o olhar sociológico – As formas de senso comum:

Imediatismo: não é fruto de uma reflexão e observação mais cuidadosa.

Superficialidade: o fato está relacionado muitas vezes somente à aparência

Sentimentalismo: nossa visão da realidade é excessivamente marcada por nossas emoções, excluindo a objetividade, pois são pessoais e não estão baseadas na razão.

Preconceito: o preconceito é atitude de achar que já sabe, sem conhecer algo de verdade, pois usa explicações prontas que estão repletas de juízos de valor¹.

¹ Juízo de valor – julgamento baseado num conjunto particular de valores ou num sistema de valores determinado.


domingo, 2 de abril de 2023

sociologia 2 discurso racista parte 2

Realize as perguntas nos comentários ou entregue em sala de aula

sociologia 1 discurso racista parte 1


Responda as perguntas do vídeo nos comentários ou entregue em sala de aula

sociologia 2 discurso racista parte2


Responda as questões solicitadas no vídeo nos comentários ou entregue em sala de aula

sociologia 1 padrao e normas


Padrões e normas de distintas sociedades: na cultura, no poder, na cidadania e no trabalho.
Responda as questões  abaixo e entregue em sala ou nos comentários.

1. O que é discurso racista?
2. Conceitue etnocentrismo?
3. O que foi a Redenção de Cam?

segunda-feira, 27 de março de 2023

Aula introdutoria. de sociologia

 O SER HUMANO É UM SER SOCIAL 


O objetivo é desenvolver as competências e habilidades de interpretação de texto narrativo; de filme; memorização de informações; recuperação de eventos narrados em ordem cronológica; análise crítica de obra de ficção.

O ser humano é um ser social que se encontra inserido em um conjunto de redes sociais mais amplas (família, amigos, comunidade religiosa, vizinhança, colegas de trabalho etc.). É como parte integrante desses grupos sociais que o ser humano adquire sua identidade e os meios fundamentais para sua sobrevivência. A sociedade é o meio social em que vive o ser humano.

Somos sociais não apenas porque dependemos de outros para viver, mas porque os outros influenciam na maneira como convivemos conosco mesmos e com aquilo que fazemos. O homem é um ser social por que é frágil demais para viver sozinho. No entanto, sua maior desgraça reside no fato de que ele ainda não aprendeu bem a viver em sociedade. Ainda está acordando para o fato de que conviver significa levar em consideração o semelhante com todas as suas características pessoais. Conviver significa compartilhar, repartir, confiar, tolerar, ajudar, entender.

O homem é um se social por natureza, entretanto a sociedade precisa ser desenvolvida dentro da cultura. A criança nasce, cresce e vive dentro de grupos. O primeiro é a família e aos poucos vai estabelecendo outros contatos como creche, escola, igreja e amigos da infância. Chegando a adolescência, vai descobrindo seu grupo com outros jovens, em grupo de trabalho, clube, partido, grupo esportivo e outros. Em todos esses lugares vai se exercitando nas relações interpessoais, é influenciado e também influencia. Você não teria possibilidade de sobreviver como indivíduo se não fizesse parte de outros grupos.

O homem é gregário, ou seja, vive em sociedade para sobreviver. Na realidade o homem defende-se como pode. Tensões, conflitos, rugas, pegas, fugas são formas de manifestação da vida relacional. A escola da vida deixa suas marcas e define o caráter de cada um.

A vida nos ensina a sermos positivos ou negativos. Em qualquer grupo humano alguma coisa acontece. As pessoas têm sentimentos, e estes vêm à tona quando as pessoas se encontram. Esses sentimentos podem ser agradáveis ou desagradáveis.

Somos sociais, queremos viver em grupos, ter amigos para conversar, dialogar sem interesses, apenas opiniões ou mesmo conversas evasivas, isto faz parte do íntimo de cada um, precisamos ter grupos de pessoas de diferentes pensamentos, mas que são harmoniosas, simplesmente por serem seres humanos, que necessita de ombro, de um sorriso, de uma festa regada de pratos diversificados da cabeça de cada um, tardes maravilhosas de alegria, de conversas amenas que eleva o ser e que entra a noite adentro e a alegria permaneça cada vez mais prazerosa.

O sentido da vida, a socialização nunca pode deixar de existir, por isso moramos aglomerados nos centros urbanos, mas a maioria vive isolada em sua solidão, tem apenas um computador para interagir, um telefone que manda mensagens, mas não tem os olhos de alguém que lhe sorria, que dialoga sobre tudo e todos. Os desejos nascem fluem e vão embora simplesmente por perceberem que o momento é apenas de amizade, de carinho e troca de afagos de amizades que nascem tornando a vida mais sublime e verdadeira.

A razão da existência humana, as descobertas, que sabemos que existem, que a vida fez que o comportamento mudasse, tornando escravos dos meios de comunicações com novelas nefastas que desensinam com lavagem cerebral, cabeças menos informadas, padrões de comportamento e biótipo que nunca deveria existir; transformando vidas que poderia ser mais social em isolamentos frios e tênue com sofrimento d’alma, vidas improdutivas que não vislumbram; que não conseguem mais ver a grandeza real da existência humana.

Desde a antiguidade, dos primórdios da existência humana, grupos se formaram para garantia da sobrevivência, manutenção da espécie, com o privilégio de ter desenvolvido o pensamento, de ter um cérebro que dá ao humano o poder de discernir e saber fazer escolhas do bem maior, que é viver ativamente em sociedade ou grupos que nos primórdios era para sobrevivência pela fragilidade do ser humano diante dos outros animais que os cercavam e hoje estes grupos deveria continuar existir para desvincular e sobreviver de outro tipo de massacre, que mesmo estando em uma cidade com muitos habitantes são seres que vivem em solidão, mesmo cercados de muita gente vive isolado. Motivo disto tudo é a tecnologia que ajuda a sobreviver, mas torna os humanos dependentes destas parafernálias de comunicação que tornou os seres humanos em vítimas destes artefatos que veio para ajudar, não para isolar o homem, pois este ser necessita de grupos de amizades, de compreensão, do calor humano, libertando assim das regras impostas pela tecnologia e a mídia sem escrúpulos.

Liberdade está dentro do ser humano, muitos acham que os pássaros são livres, na realidade são, mas eles não fazem escolhas, eles têm instintos que levam a sobreviver, sempre seguindo o mesmo caminho, sempre fazendo o que os seus ancestrais sempre fizeram por instinto, mas os humanos não são assim, a liberdade é para descobrir novos rumos que leva a maior felicidade possível, é para conhecer melhor a vida humana e assim poder viver melhor, mudando de atitudes, mudando o pensamento para poder viver em sociedade, mas nos dias de hoje estão desaprendo de viver socialmente, não cumprimenta as pessoas nas ruas, cabeças baixas no caminhar, pensamentos e olhos voltados para seus iphones, esquecem-se do primordial, a comunicação com os olhos nos olhos, com a palavra amiga de alguém que lhe dê conforto ou mesmo curtir momentos que dê alegria, mas desde que seja em grupos de amizades.

Para se libertar das turbulências da vida, dos isolamentos que a televisão impõe; expulsar a solidão que nos ronda, faça grupos de amizade, encontre sempre, faça reuniões nas casas, nos bares, vá ao cinema juntos, participe da vida um do outro, seja leal nas amizades, nunca queira ser superior a ninguém, fortaleça os vínculos para ter uma vida de plena felicidade e alegria, mas nunca imponha nada a ninguém e sejam sempre leais as amizades formadas sem interesses.

Ser feliz é ter grupos de amizade, é dar ao outro o que você precisa, assim nesta mutua experiência, a vida vai florir nestes momentos de alegria fraterna, não deixe que nada destrua o grupo, esta pequena sociedade que só da alegria, tem que continuar, dela pode fazer parte namorados, casados e solteiros – Viva e deixa que o grupo determine os caminhos. O homem é um ser social, a sociedade é uma conquista e os grupos sociais que vivem na sociedade é a essência da vida em sua plenitude de amor fraterno. (Amyn Daher Jr, escritor)

Questões:

1.      Qual o objetivo do tema?

2.      Faça um resumo do texto acima respondendo a questão: por que o ser humano é um ser social?

3.      Assista ao Filme Náufrago, para discussão e debate em sala de aula.

4.      Leiam o livro: Robinson Crusoé de Daniel Defoe, e faça o resumo.

5.      Responder as atividades solicitadas na sala de aula também no caderno do aluno.




terça-feira, 5 de maio de 2015

Cidadania

O que é Cidadania
A origem da palavra cidadania vem do latim “civitas”, que quer dizer cidade. A palavra cidadania foi usada na Roma antiga para indicar a situação política de uma pessoa e os direitos que essa pessoa tinha ou podia exercer. Segundo Dalmo Dallari:
“A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”.
(DALLARI, Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1998. p.14)
No Brasil, estamos gestando a nossa cidadania. Damos passos importantes com o processo de redemocratização e a Constituição de 1988. Mas, muito temos que andar. Ainda predomina uma visão reducionista da cidadania (votar, e de forma obrigatória, pagar os impostos... ou seja, fazer coisas que nos são impostas) e encontramos muitas barreiras culturais e históricas para a vivência da cidadania. Somos filhos e filhas de uma nação nascida sob o signo da cruz e da espada, acostumados a apanhar calados, a dizer sempre “sim senho?, a «engolir sapos”, a achar “normal” as injustiças, a termos um “jeitinho’ para tudo, a não levar a sério a coisa pública, a pensar que direitos são privilégios e exigi-los é ser boçal e metido, a pensar que Deus é brasileiro e se as coisas estão como estão é por vontade Dele.
Os direitos que temos não nos foram conferidos, mas conquistados. Muitas vezes compreendemos os direitos como uma concessão, um favor de quem está em cima para os que estão em baixo. Contudo, a cidadania não nos é dada, ela é construída e conquistada a partir da nossa capacidade de organização, participação e intervenção social.
A cidadania não surge do nada como um toque de mágica, nem tão pouco a simples conquista legal de alguns direitos significa a realização destes direitos. É necessário que o cidadão participe, seja ativo, faça valer os seus direitos. Simplesmente porque existe o Código do Consumidor, automaticamente deixarão de existir os desrespeitos aos direitos do consumidor ou então estes direitos se tornarão efetivos? Não! Se o cidadão não se apropriar desses direitos fazendo-os valer, esses serão letra morta, ficarão só no papel.
Construir cidadania é também construir novas relações e consciências. A cidadania é algo que não se aprende com os livros, mas com a convivência, na vida social e pública. É no convívio do dia-a-dia que exercitamos a nossa cidadania, através das relações que estabelecemos com os outros, com a coisa pública e o próprio meio ambiente. A cidadania deve ser perpassada por temáticas como a solidariedade, a democracia, os direitos humanos, a ecologia, a ética.
A cidadania é tarefa que não termina. A cidadania não é como um dever de casa, onde faço a minha parte, apresento e pronto, acabou. Enquanto seres inacabados que somos, sempre estaremos buscando, descobrindo, criando e tomando consciência mais ampla dos nossos direitos. Nunca poderemos chegar e entregar a tarefa pronta, pois novos desafios na vida social surgirão, demandando novas conquistas e, portanto, mais cidadania.
ATIVIDADE
1. Qual a origem da palavra cidadania e o que significa?
2. Na Roma antiga, a palavra cidadania foi usada para indicar o que?
3. Quando o autor diz que no Brasil ainda predomina uma visão reducionista de cidadania, o que ele pretende dizer?
4. Para Dallari, o que é cidadania?
5. Para o autor, como é conquistada a cidadania?
6. Você exerce cidadania? Como?

Continuação- Parte 2

CONTRASTE ENTRE OS TIPOS DE CONTATOS parte 2
CONTATO PRIMÁRIO
- onde há: simpatia, afeição, amor, lealdade, consideração: família, grupo de brinquedo, pequena vila, etc;
- onde as relações são: espontâneas, informais, sentimentais, íntimas, pessoais, intensas, completas, relativamente permanentes, um fim em si mesmas;
- onde os indivíduos: tentam assumir os papéis dos outros; identificar-se continuamente uns aos outros; compartilhar quase a totalidade de suas respectivas experiências, alegrias, tristezas, esperanças, sucessos e fracassos;
- onde o controle social é intenso, efetivo, poderoso devido às “expectativas de comportamento” e “direitos morais” que os outros vêm a exercer sobre cada indivíduo
.
CONTATO SECUNDÁRIO
- onde há atitudes de indiferentismo, falta de intimidade, de interesse pessoal;
- onde há atitudes de indiferentismo, falta de intimidade, de interesse pessoal;
- onde as relações sociais são: premeditadas, formais, racionais distantes, impessoais, frouxas, fragmentadas, transitórias, antes meios para fins do que um fim em si mesmas;
- onde os indivíduos não tentam: assumir os papéis dos outros; identificar-se uns aos outros; compartilhar de suas respectivas experiências;
- onde o controle social é fraquíssimo, devido ao fato de cada indivíduo não sentir-se na necessidade de corresponder às “expectativas de comportamento”.
Algumas atitudes podem levar o indivíduo a um Isolamento Social, dificultando o convívio deste com os grupos sociais.
Abaixo apresentam-se alguns tipos de atitudes sociais, que podem reforçar o isolamento social dos indivíduos:
Isolamento social de ordem Individual e social.
De ordem social.
- Atitudes que envolvem vários tipos de preconceitos: anti-semitismo (doutrina ou movimento contra os judeus), apartheid (sistema de segregação racial que era praticado na África do Sul privilegiando a maioria branca) e preconceitos diversos tais como: cor, religião, sexo etc.
De ordem individual
- Atitudes que ocorrem quando o individuo é levado pela timidez, desconfiança e preconceito, se agregando a um grupo com as suas mesmas características.
Portanto as relações de convívio social, nesta nova sociedade globalizada, podem favorecer o convívio social ou o isolamento.

Conceitos Básicos para compreensão sociológica - parte 1

CONVÍVIO SOCIAL E ISOLAMENTO
A vida em grupo é uma exigência da natureza humana. O homem necessita de seus semelhantes para sobreviver. Conceitos Básicos para compreensão sociológica parte 1
Sociabilidade
Capacidade natural da espécie humana para viver em sociedade.
Socialização
É o processo social global pelo qual o indivíduo se integra ao grupo em que nasceu. Assimilando o conjunto de hábitos e costumes.
Contato Social
 É a base da vida social, é a fase da associação humana onde ocorre as interações sociais.
Contato Primário
São os contatos pessoais, diretos (face a face) e que têm uma forte base emocional. Onde as pessoas envolvidas compartilham suas experiências individuais. Ex.: familiares, vizinhos (amigos/escola)
 • Contato Secundário
São contatos impessoais, calculados, formais: é mais um meio para atingir determinado fim. Ex.: relações de trabalho, relação que se estabelece entre o passageiro e o cobrador do onibus, o caixa do banco e o cliente... A história demonstra que “o convívio social foi e continua sendo decisivo para o desenvolvimento da humanidade” (OLIVEIRA, 2005, p. 118-19).
Sociabilidade + Contato primário + Contato secundário = Socialização
Com advento da globalização e de novas tecnologias aprofundam-se as transformações da sociedade. Novas formas de sociabilidade surgem nos grandes centros urbanos. O “tribalismo”, em um sentido amplo, que ultrapassa o sentido comum ligado à idéia de tribos indígenas, se torna uma das formas de expressão desses novos tipos de sociabilidade, como os punks, os surfistas, os skinheds, os funkeiros, as torcidas organizadas de futebol e as gangues da periferia urbana. Eles se reúnem em torno de afinidades ou interesses. Novas “tribos” também estão surgindo a partir do desenvolvimento de novas tecnologias da informação e da internet com as comunidades virtuais. Nestas e em outras formas de convívio social (socialização), o compartilhamento entre os indivíduos se dá pelos contatos sociais, seja ele do tipo primário ou secundário. continua na parte 2

O processo de desnaturalização ou estranhamento da realidade

       I.            O processo de desnaturalização ou estranhamento da realidade
1.      Índio bom de ouvido
Certo dia passando pela rua, um cidadão dá de cara com um índio deitado no chão com um dos ouvidos para o asfalto. O cidadão chega mais perto, e o índio diz:
- Corsa branco, ao 2006, placa CNQ-3054, modelo flexpower...
Impressionado com as informações do índio, o cidadão diz:
- Nossa índio,apenas pelo tremor da terra você sabe de tudo isso???
O índio, com um olhar de revolta, diz ao cidadão:
- Claro que não idiota, num tá vendo que eu fui atropelado!!!
Faça um comentário sobre essa piada em relação as orientações dadas em sala de aula.