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terça-feira, 5 de maio de 2015

A sujeição

2. A sujeição
2.1 Michel Foucault (1926 – 1984)
Michel Foucault nasceu em Poitiers (15 de junho de 1926) e morreu em Paris (25 de junho de 1984). Graduou – se em Filosofia pela École Normale Supérieure em 1948 estudou também psicologia, história e medicina.
O Filósofo estruturalista foi um dos idealizadores do Departamento de Filosofia da Universidade Paris – Vincennes (Paris – VIII). Levaria consigo para este departamento os filósofos: Gilles Deleuze, François Châtelet. Em 1970 assume a cátedra de História dos Sistemas de Pensamentos no Collège de France ministrando seus cursos até sua morte em 1984.
Foucault militava a favor das causas sociais participando dos protestos estudantis daquele período e em 1971 criou o GIP (Grupo de Informações sobre Prisões).
Obras:
História da Loucura na Idade Clássica - 1961
Arqueologia do Saber - 1969
Vigiar e Punir - 1975
História da Sexualidade (3 volumes0
1. A Vontade de Saber – 1976
2. O Uso dos Prazeres – 1984
3. O Cuidado de Si – 1984
2.2 Vigiar e Punir
Na Idade Moderna o corpo se torna alvo de dois tipos de pesquisas (1) anátomo – metafísica e outra (2) técnico – política.
A relação corpo anátomo – metafísica busca entender as funções do corpo procurando compreender como um conjunto moral. Exemplo: braço. O que é? Para que serve? Como funciona? Qual sua função biológica e moral? Esta forma de observar o corpo era sobre tudo dos médicos e filósofos.
O corpo observado a partir da visão técnico - política encaminha o corpo para adaptar – se ao ideal de vida social, utilizando técnicas para fazer com que a pessoa fosse capaz produzir algo, exemplo: como transformar uma pessoa molenga em um atleta ou como fazer um trabalhador produzir mais em menor tempo.
É possível perceber que Foucault observa as técnicas usadas para dominar e domesticar o corpo na Idade Moderna.
2.3 Práticas disciplinadoras das Instituições Modernas
A) DISTRIBUIÇÃO: colocar o indivíduo em um lugar escolhido por nós.
• Construir muros e cercas para separar as pessoas do contato com a sociedade para evitar problemas.
• Separar em grupos fazer com que cada um encontre seu espaço.
• Lugar funcional colocar a pessoa em um espaço em que possa ser vigiada.
Toda a separação tem um ideal de fila para prevalecer a hierarquia.
B) Controle de Tempo
• Pelos horários: hora para chegar, sair, almoçar...
• Marcar o tempo de sua ação: quantas peças o funcionário produz em uma hora.
• Disciplinar o corpo: para fazer bem feito.
• Adaptar o corpo aos objetos.
C) Controle de Gêneses
• Separar o veterano do aprendiz.
• Necessidade de exercícios: separar aqueles que precisam treinar mais para melhorar seu desempenho.
• Testes para medir a habilidade.
• Dar atividade conforme as habilidades de cada um.
D) Recursos para um Bom Adestramento
• Vigilância: observar para corrigir ou punir.
• Sanção: formas de punir as pessoas que não cumprem seus deveres.
• Exame: ao saber que vão ser testados os indivíduos se autovigiam.
• Documentação: produzir o histórico da pessoa.
Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 2ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Site: http://pt.wikepedia.org/wiki/Michel_Foucault acessado em 10 de novembro de 2009.
REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da Filosofia. Vol 3. São Paulo, Paulus. 2005. p. 949-952.
Revista: Discutindo Filosofia. Escala Educacional. Ano 1. Nº 6.

Tornar-se indivíduo

Resumo para o provão 2º E. Médio (4º Bimestre)

1. Tornar-se indivíduo
1.1 Paul Ricoeur
Nasceu em Valence (1913) e morreu em Chatenay Malabry (2005); filósofo francês do período que seguiu a II Guerra Mundial. Estudou na Université Paris Sorbonne – Paris IV - França, na Université Catholique de Louvain – Belgica e foi pesquisador na Yale University – EUA.
1.2 Como nós pensamos o indivíduo?
• Indivíduo possui duas dimensões (1) como membro de uma sociedade, (2) ser independente e autônomo “sentido moral”
• Homem é um indivíduo autônomo e independente.
• Paul Ricoeur questiona o processo de individualização. Como nos individualizamos? Nos individualizamos através da LINGUAGEM.
A LINGUAGEM é o ponto de partida; por meio dela nos expressamos e dizemos o mundo, ou seja, é a uma forma de colocar para fora aquilo que pensamos. Através da linguagem o ser humano é capaz de dizer o indivíduo de três formas:
I. DESCRIÇÕES DEFINIDAS: existe um entrecruzamento de categorias para designar um indivíduo “O executivo que sempre compra o jornal de esportes”
EXECUTIVO: de todos os executivos nos referimos ao que sempre compra o jornal de esportes.
JORNAL DE ESPORTES: de todas as pessoas do mundo nos referimos ao indivíduo que sempre compra o jornal.
II. NOMES PRÓPRIOS: definição específica e permanente (singularidade do indivíduo) “Luis eu me refiro ao Luis, resta me especificar suas propriedades: O Luis da casa azul da esquina.”
III. INDICADORES: que podem ser pronomes pessoais (eu e tu); pronome demonstrativo (isto e aquilo); advérbio de lugar (aqui e além); advérbio de tempo (amanhã e agora); além de outras categorias gramaticais.
Os indicadores são diferentes dos nomes porque podem designar seres diferentes.
1.3 Ipseidade
A IPSEIDADE é a fala que usamos para dizer o que pertence ao indivíduo à sua singularidade. Aquilo que entre os vários de uma espécie, diferencia um só.
Somos seres que nos caracterizamos por intuir o mundo pela linguagem. Ela nos proporciona o que somos: seres que fazem uso desta linguagem para se expressar, ouvir e interpretar.
Dizer quem somos: quem é este (eu), para falar deste (eu) temos que narrar e ao narrar somos obrigados a dizer a ação desse sujeito.

Liberdade

Resumo para o provão 2º E. M. (3º Bimestre)
2. A liberdade
2.1. Destino e determinismo
Destino: significa que o homem está determinado, não pode escolher para onde vai, o que fazer.
Algo decide por nós. E não há nada que possamos fazer para mudar o futuro ou o presente, pois tudo já foi decidido (determinado).
2.2. Liberdade
Liberdade: é teoria pela qual temos a escolha de agir de uma forma ou de outra. É decidir e agir como se quer sem uma determinação casual.
3. Introdução à Teoria do Indivíduo
3.1. O indivíduo possessivo em John Locke

O filósofo inglês John Locke nasceu em Wrington em 1632 morreu em Essex em 1704. É um dos defensores do empirismo inglês (corrente filosófica que defende que nascemos como uma tabula rasa “folha em branco” e adquirimos o conhecimento a partir da experiência).
3.1.1. O indivíduo possessivo
Locke e outros filósofos contratualistas (Hobbes e Rousseau) pensavam a vida do homem em sua origem, o que eles denominavam de estado de natureza.
Segundo John Locke no estado de natureza os homens são livres, não dependem da vontade dos outros homens, vivem em situação de igualdade, pois recebem as mesmas vantagens da natureza. Neste estado a vida era instituída por lei própria, e a razão é a lei natural por excelência que os homens devem respeitar, ou seja, ela a razão era o que norteava todos os princípios deste estado de natureza. E os homens no estado de natureza viviam em situação de paz.
3.1.2. O que faz o homem sair do estado de natureza e criar a sociedade
Quando o homem subjulga outro homem impondo sua vontade instala –se o estado de guerra. E para recuperar a paz que é uma das características do estado natural utilizaria o “poder político”.
O poder político tem como função fazer o homem que vivia em estado de natureza a viver em sociedade com uma organização de governos e leis, preservando a liberdade que o bem maior no estado de natureza.
Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 2ª Série, Volume 1. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 2ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

Introdução à ética

Resumo para o provão 2º E. M. (2º Bimestre)
1. Introdução à ética.
1.1. O que é a ética e a moral?
Ética: é uma investigação, ou seja, uma reflexão filosófica sobre o agir humano e seu valor.
Moral: é um conjunto de princípios e regras definidas por uma sociedade.
1.2. Diferenças entre ética e moral.
Ética: define o que é bom e o que é mau, segundo as circunstâncias.
Moral: define o que é bom e o que é mau, antes das ações.
1.3. Critérios éticos de Sócrates. Aristóteles e Epicuro.
1.3.1. Os critérios de Sócrates
Essência do homem: é sua alma inteligente, por isso fazer o bem é conhecer essa alma inteligente.
Virtude: é a ciência (conhecimento).
Vício: é o que contraria a virtude, ou seja, a ignorância.
1.3.2. Os critérios de Aristóteles
Aristóteles: O homem é sua alma inteligente e sua finalidade é a felicidade.
Ø O que é a felicidade do homem?
Desenvolver sua racionalidade.
Segundo Aristóteles a alma é dividida em três partes:
a) Vegetativa: responsável pelas necessidades básicas (comer, beber, dormir, reproduzir).
b) Sensitiva: ligada as sensações e ao movimento.
c) Intelectiva: responsável pelo uso da razão (pensamento).
Felicidade: deve ocorrer em todas as partes da alma e o conhecimento deve fazer com que não haja exagero em qualquer parte da alma.
Virtude: é o equilíbrio.
Vicio: é o desequilíbrio.
1.3.3. Os critérios de Epicuro
Para Epicuro o prazer é o princípio ético da vida, por isso, o bem é o prazer e o mal é aquilo que causa dor e sofrimento.
Escolha do Homem: deve evitar a dor e o sofrimento e por isso a razão deve levar a busca do prazer.
Virtude: Prazer
Vicio: é a dor e o sofrimento.

O Eu Racional

Resumo para o provão 2º Ensino Médio (1º Bim.)
  1. 1.      O Eu Racional1.1 René Descartes (1596 – 1650)
    • Nasceu em La Haye (França)
    • Morreu em Estocolmo (Suécia)
    • É considerado pai da Filosofia ModernaProjeto Filosófico
    O filósofo René Descartes queria criar um novo modelo de ciência para buscar a verdade, pois acreditava que a ciência antiga era errada. No livro Discurso Sobre o Método o filósofo francês afirma que o bom senso (razão) faz parte do homem, mas comete falhas ao usar incorretamente a razão o que conduz ao erro.
    Descartes buscou criar um método para chegar a uma verdade absoluta que é a dúvida hiperbólica.
    Dúvida: método para chegar a uma ideia clara e distinta.
    Duvida é pensar.
    Regras do método cartesiano
    • Idéias claras e distintas
    • Decompor o problema
    • Reconstruir do simples para o complexo
    • Enumerar, rever todo o processo
    Meditações metafísicas
    • Nota com clareza que duvida e se duvida pensa.
    • Cogito ergo sum (penso, logo existo)
    Toda a teoria de Descartes é firmada pelo (penso, logo existo).
    1.2 Como pensamos?
    A filosofia divide esta atividade em três partes: juízo, percepção e razão.
    • Juízo: atividade intelectual de escolha, avaliação e decisão.
    • Percepção: é o exame da sensação, podemos a partir disso conhecer o mundo.
    • Razão: é a lógica, ou seja, as regras do pensar.
    Ex: ao comprar o carro eu uso o juízo ao escolher a cor, o modelo, o preço; ao sair pra fazer um teste drive você pode perceber se o carro é macio, confortável, se é estável nas curvas e por fim utilizo a razão ao criar uma estratégia para negociar a melhor forma de pagar.
    2. Introdução à Ética
    • Ética é uma investigação, é uma reflexão filosófica sobre o agir humano e seu valor.
    • Moral é um conjunto de princípios e regras definidas por uma sociedade.