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quarta-feira, 6 de maio de 2015

O Espírito das Leis

4. O Espírito das Leis (Montesquieu 1689 – 1755)
Montesquieu foi um dos grandes teóricos do liberalismo político de sua época além de jurista, diplomata etc...
4.1 O Espírito das Leis
• Analisa as causas da política (como funciona?).
• Através da razão cada povo cria suas leis e normas.
• Pensa vida política inspirado na ciência.
4.2 Os tipos de governo
• REPÚBLICA: poder é do povo.
• MONARQUIA: poder é do rei sob a lei.
• DESPÓTICO: a soberania esta nas mãos de uma pessoa que obedece a sua vontade.
4.3 Os três poderes
• EXECUTIVO: (presidente, governadores e prefeitos) eles executam as leis.
• LEGISLATIVO: (senadores, deputados federais e estaduais e vereadores) eles legislam em suas câmaras criando as leis.
• JUDICIÁRIO: (magistrados) cabe a eles julgarem os processos nas varias instâncias da justiça.
Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 3. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

O Leviatã de Thomas Hobbes

3. O Leviatã de Thomas Hobbes
3.1 Thomas Hobbes (1588-1679)
Hobbes nasceu em Westport (Inglaterra) era filho de uma família humilde e foi apoiado pelo tio, estudou na Universidade de Oxford e tornou-se preceptor de Carlos II futuro rei da Inglaterra. Era defensor ferrenho do absolutismo (poder centralizado na mão do monarca).
3.2 O Pacto Social
Hobbes fazia parte do grupo dos filósofos contratualista (acredita que o Estado nasce de um pacto ou contrato social entre os homens).
Segundo o filósofo inglês há dois bens fundamentais para o homem: (1) a vida e sua conservação, (2) os valores são convencionais.
Para preservar a própria vida o homem cria o PACTO SOCIAL que é um acordo entre os homens para a criação do Estado, ou seja, os homens saem do ESTADO DE NATUREZA e se dirigem ao ESTADO CIVIL ao transferir seus poderes junto com outros os homens para um homem ou uma assembleia de homens para manter a paz.
3.3 O Estado de natureza
O Britânico Hobbes afirma que os homens são egoístas “homo homini lupus” “o homem é lobo do homem”, pois os homens estão em constante guerra entre si “bellum ominum contra omnes” a “guerra de todos contra todos”.
Neste estado de natureza cada homem sobrevive com medo de perder a própria vida
3.4 Como evitar a guerra de todos contra todos?
Para evitar a guerra o homem utiliza a razão para realizar a paz e manter a vida, descobrindo as leis gerais que protegem a vida (LEI NATURAL) que nascem da razão humana.
3.5 O Estado Civil
Os seres humanos pactuam entre si para viver em paz, transferindo seus direitos ao Leviatã (Estado) que é representado por um ou uma assembleia de homens.

Filosofia Política

2. Filosofia Política
2.1 As várias formas de pensar o Estado
Para falar sobre as diversas formas de refletir sobre o Estado é necessário analisar o conceito de Cidade-Estado: é uma organização política baseada na cidadania, formada por homens livres (cidadãos), estrangeiros e escravos, era uma forma de organização política do mundo grego antigo.
Na Grécia a Cidade-Estado de Atenas tinha um maior destaque, pois ali imperava uma nova forma de governo a DEMOCRACIA PARTICIPATIVA, em que o homem livre (cidadão) tinha o direito de participar da vida pública defendendo seus direitos na ágora (praça) em debates com os demais cidadãos. O que diferencia a democracia do mundo antigo da democracia praticada hoje? A democracia hoje é representativa eu elejo alguém para me representar nas decisões da administração do Estado.
2.2 Platão (427-347 a.C.)
Na visão de Platão a democracia tem falhas, pois os bem-nascidos mantinham o poder e a corrupção. Sendo assim, propôs repensar a política da forma que fosse praticado a justiça.
Platão pensa o Estado de maneira organicista (como se fosse um organismo vivo “um homem gigantesco”) por isso, a cidade possui uma divisão em três classes, como o homem que também tem uma alma tripartida.
2.2.1 As partes da alma na visão platônica
Segundo o filósofo grego a alma é divida em três partes.
1. Parte racional: responsável pelo uso da razão.
Partes irracionais
2. Irascível: responsável pelos impulsos e desejos.
3. Concupiscente: responsável pelas necessidades básicas (comer, beber, dormir...)
Cada parte da alma corresponde a uma classe social na organização da cidade. E também para o filósofo ateniense cada parte da alma tem sua localização: a racional na cabeça, a irascível no tórax e a concupiscente no abdômen e partes adjacentes.
2.2.2 Organização do Estado
Para o ateniense a organização da cidade ocorre na divisão em três classes e o cidadão era direcionado para uma destas classes de acordo com educação recebida e também conforme a natureza de sua alma (racional, irascível ou concupiscente).
A divisão das classes:
1. Magistrados e governantes: seram escolhidas para seu cargo devido sua capacidade RACIONAL, eram responsáveis por governar com sabedoria.
2. Guerreiros: são encontrados entre os que tinham coragem e força (IRASCÍVEL) sua responsabilidade é proteger a cidade com fortaleza.
3. Trabalhadores ou artífices: (artesãos, comerciantes e agricultores) que estariam entre as pessoas temperantes, equilibradas que refreiam seus desejos (CONCUPISCENTE), responsáveis por prover as necessidades da cidade.
Segundo Platão cada classe seria constituída por meio da educação e não mais pelo nascimento.

Introdução à Filosofia da Religião (Deus e a Razão)

Resumo para o provão 1º E. Médio (4º Bimestre)

1. Introdução à Filosofia da Religião (Deus e a Razão)
1.1 Deus como causa do mundo
Vamos analisar os conceitos sobre Deus a partir de alguns filósofos.
Platão: diz que não há um deus criador de tudo, mas existe um responsável pela organização do mundo denominado por Platão de Demiurgo (Artífice) que criou o mundo material “imperfeito” ao contemplar o mundo perfeito das Ideias.
Aristóteles: Deus é o primeiro motor “tudo o que é movido é movido por alguma outra coisa”, e o primeiro motor movimenta todas as coisas e não é movido por nada. Na obra Metafísica o primeiro motor é denominado THEÓS (Deus em grego) pelo filósofo estagirita.
Plotino: Deus é uno e as coisas que emanam desta fonte não se separam dela. O mundo é parte de Deus.
Filosofia Cristã: a ideia de que o mundo emana de Deus não é fundamentada, por que Deus é puro, homogêneo e não pode ser dividido. “Ao criar Deus estava separado do mundo.”
1.2 Deus não pode ser provado pela razão
Na História da Filosofia muitos pensadores utilizaram a razão para provar a existência de Deus como Aristóteles (Primeiro Motor), São Tomás de Aquino (Inteligência Ordenadora).
Segundo o filósofo Immanuel Kant a razão é limitada em vários aspectos, sendo assim, com a razão o homem não prova a existência de Deus, mas no livro Crítica da Razão Prática o filósofo alemão diz que a racionalidade objetiva está envolvida com a vontade.
É na VONTADE livre que podemos provar a existência de Deus.
A VONTADE é a consciência moral é o DEVER que está ligado ao real e ao bem, portanto esta busca pelo bem nos leva a Deus, pois Deus é o sumo bem.

David Hume e conceito não crítico da ciência quando se usa a indução

2.2. David Hume e conceito não crítico da ciência quando se usa a indução
O filósofo escocês David Hume nasceu em Edimburgo em 1711 e morreu no ano de 1776 na mesma cidade. Segundo o escocês as Ideias nascem da experiência e a mente se constitui de percepções que se dividem em: impressões que são as percepções mais vivas (experiência) como ouvir, ver, tocar... e as ideias que são recordações percepções mais fracas (lembrar do gosto do chocolate, lembrar da dor que sentiu ao quebrar a perna).
Para Hume o problema maior da indução é formular teorias a partir de experiências (observação) ao se repetir as mesmas condições tenta-se prever um acontecimento.
2.2.1. A ciência versus a indução
A ciência é uma atividade racional (dedutiva, lógica), enquanto a indução parte exclusivamente da experiência, esta pode até parecer racional, mas não ela está envolvida com os sentidos.
Ex: Não é por que eu vejo o sol nascer todos os dias, ele terá que nascer amanhã. A natureza não se submete as experiências ou a razão humana.
2.2.2. Os problemas da indução.
Ø A observação como fonte objetiva (será que vemos, sentimos, ouvimos da mesma maneira?).
Ø A relação entre teoria e experiência.
2.3. O falsificacionismo
Karl Popper(1902 – 1994) é um dos filósofos defensor desta teoria, atribuindo que o valor do conhecimento científico não vem da experiência, mas na possibilidade da teoria ser falseada (contrariada).
Para os falsificasionistas a teoria precede a experiência, por isso toda explicação é hipotética, mas é a melhor que temos para explicar tal fenômeno. Também segundo os filósofos que seguem esta corrente filosófica da ciência, a teoria deve ser falseada muitas vezes; quanto mais uma teoria pode ser falseada, melhor será. Ao ser contrariada (falseada) a teoria pode ser melhorada ou jogada fora.
2.3.1. Os critérios para uma boa teoria segundo o falsificacionismo
Para os falsificacionistas existem três critério que tornam uma teoria muito boa.
Ø A teoria tem que ser clara e precisa; quanto mais específica melhor.
Ø Deve permitir a falsificabilidade; quanto mais melhor.
Ø Deve ser ousada, para permitir o progresso científico e um aprofundamento da realidade.
As teorias que não podem ser falseadas não são boas teorias, pois não contribuem em nada no processo científico. Por exemplo: o quadrado tem quatro lados iguais (esta teoria nada acrescenta de novo a ciência), seu eu contrariar dizendo que o quadrado não tem quatro lados iguais, não estaríamos falando de um quadrado, é impossível imaginar tal absurdo.
2.4. O progresso da ciência

Para os falsificacionistas a ciência progride pela tentativa de superar a teoria. Mas para o físico americano Thomas Kuhn a ciência é uma atividade racional e humana, por isto é perpassada pelos problemas relativos à dimensão humana.
2.4.1. Pensar a ciência com base a racionalidade e os problemas humanos

Segundo Kuhn a ciência pode ser refletida seguindo uma linha que mostra o processo do desenvolvimento científico: (1) pré – ciência, (2) ciência normal, (3) crise, (4) revolução científica e (5) nova ciência normal.
Para Thomas Kuhn o conceito principal é o de paradigma que é o modelo de ciência normal. Os cientistas orientam suas pesquisas nestes modelos para preservar a verdade científica e tudo o que não se encaixa neste paradigma é considerado anomalia.
Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 1. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 1ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009

Introdução à Filosofia da Ciência

2. Introdução à Filosofia da Ciência
2.1. Dedução e Indução
A dedução é uma inferência em que se parte do universal para o particular. Ela é uma atividade lógica – racional (pensamento) e é somente ela que valida o conhecimento científico. A maior parte das pessoas partem do senso comum pensam que a ciência é validada pela experiência, mas é um engano terrível porque a ela é validada somente pela razão (dedução).
Por indução entende-se um método de pensamento em que se parte do particular para o universal. A indução está ligada a experiência (observação), a partir dela cria-se uma lei.
Observe os blocos de informações (A, A1, A2) e (B)
Bloco A
(1 Premissa) Todo cão tem asas e voa.
(2 Premissa) Rex é um cão.
(Conclusão) Logo, Rex tem asas e voa.
Bloco A1
(1 Premissa) Todo A é B.
(2 Premissa) Todo C é A.
(Conclusão) Logo, todo C é B
Bloco A2
(1 Premissa) Todo HOMEM (A) é MORTAL (B).
(2 Premissa) SÓCRATES (C) é HOMEM (A).
(Conclusão) Logo, SÓCRATES (C) é MORTAL (B).
Os blocos (A, A1 e A2) acima são um exemplos clássicos de deduções válidas, o que valida estas inferências é a estrutura em que se parte de uma ideia universal (todo) para uma ideia particular (Rex, que é um cão particular) aplica - se este mesmo racíocinio dedutivo aos outros exemplos A1 1 A2.
Bloco B
(1 Premissa) Alguns cães são raivosos.
(2 Premissa) Rex é um cão.
(Conclusão) Logo, todos os cães são raivosos.
O bloco B é uma indução em que os argumentos são incompletos, pois utilizam duas afirmações (premissas) particulares e tenta-se chegar a uma conclusão generalizada.

Períodos da História da Filosofia

Resumo para o provão 1º E. M. (2º Bimestre)
1. Períodos da História da Filosofia
1.1 O que é a História da Filosofia?
História da filosofia:Introduz a Filosofia na história compreendendo a tradição, tendo objetivos e problemas próprios inserido em épocas e lugares.
1.2 Períodos da História da Filosofia
a) Filosofia Antiga: divide – se em quatro períodos (Pré – socrático, Socrático, Sistemático, Helenístico).
Sua principal característica no início se volta para a cosmologia, depois com Sócrates, Platão e Aristóteles a investigação filosófica gira em torno das questões éticas e antropológicas, e no seu final se da na relação inicial entre o cristianismo e a Filosofia.
b) Filosofia Medieval: a característica fundamental é a discussão entre a fé e a razão, ou seja, separar o que pertence a Deus e o que pertence aos homens.
c) Filosofia Moderna: preocupa – se com o homem racional e livre, as mudanças políticas e a confiança na ciência empírica.
A Igreja Católica começa a perder a hegemonia que perdurou por toda a idade média.
d) Filosofia Contemporânea: Inspira – se na Revolução Francesa e na Revolução Industrial e no processo de desumanização do homem.

Introdução ao empirismo e ao criticismo

2. Introdução ao empirismo e ao criticismo
Empirismo
: corrente filosófica que defende a aquisição do conhecimento através dos sentidos (experiência sensorial), temos como representante John Locke
Criticismo: doutrina Kantiana que estuda as condições de validade e os limites do uso que podemos fazer de nossa razão.
2.1 John Locke (1632 – 1704)
• Filósofo inglês
• Afirmava que as ideias são formadas através da experiência dos sentidos.
Ensaio acerca do entendimento humano (1690)Para John Locke a mente é um papel branco sem qualquer ideia, por isso ele questiona de onde apreendemos as matérias da razão e do conhecimento, chega a conclusão que o conhecimento nasce da experiência.
Experiência: possibilita o conhecimento e fazemos experiência dos objetos sensíveis externos e também das operações internas da mente.
2.2 Immanuel Kant (1724 – 1804)
• Filósofo alemão
• Criou o criticismo para investigar as possibilidades do conhecimento (julgar e estabelecer os limites da razão)
Crítica da Razão Pura (1781, 1787 2ªed.)
Neste livro Kant afirma na distinção entre o conhecimento puro e o empírico que o conhecimento nasce da experiência, mas ele se questiona se existe um conhecimento independente da experiência.
Kant chega a conclusão de que existe duas formas de conhecimento:
A. Conhecimento a posteriori: é fundado e posterior a experiência.
B. Conhecimento a priori: é independente, anterior e distinto da experiência.

Filósofos: Sócrates, Platão e Aristóteles

1.4 Filósofos: Sócrates, Platão e Aristóteles
Sócrates (469 – 399 a.C.)
• Nasceu e morreu em Atenas.
• O ponto fundamental de sua filosofia é o autoconhecimento “conhece – te a ti mesmo”.
• Sua Filosofia se desenvolveu através do diálogo crítico dividido em duas etapas: Ironia e Maiêutica
Ironia: Sócrates formula perguntas para seu interlocutor, fingindo ser totalmente ignorante, enfatizando a sabedoria da outra pessoa, inserindo muitas perguntas ingênuas para envolver o seu oponente em contradições sem solução.
Maiêutica: é o parto das idéias, Sócrates faz as pessoas tirarem de dentro da sua alma a sabedoria que estava dentro de si.
• Foi condenado a morte bebendo cicuta sob a acusação de corromper a juventude e por não crer nos deuses da cidade.
Platão (427 – 347 a.C)• Nasceu e morreu em Atenas
• Pertencia a uma família de aristocratas que faziam parte do processo político de Atenas.
• Conheceu Sócrates na juventude e se tornou seu discípulo, sua intenção era aprender Filosofia para utilizar na carreira política, mas depois da condenação de Sócrates a morte pela democracia ateniense acaba ficando desiludido com a política de Atenas.
Teoria das Ideias: procura explicar como se desenvolve o processo do conhecimento no homem. Ele divide a realidade me dois pólos um chamando de mundo sensível (nosso mundo real) que é somente de aparência por isso o conhecimento neste mundo só temos opinião, observamos unicamente as imagens das idéias verdadeiras; outro pólo e o mundo das idéias, ou seja, o mundo verdadeiro real onde existem as ideias que são a realidade definitiva e a Ideia do Bem e a mais alta na hierarquia neste mundo pensado por Platão. Segundo o filósofo grego o mundo sensível é de aparência, pois ele foi plasmado por um deus artífice chamado Demiurgo que contemplou a realidade verdadeira (Mundo da Ideias) e criou a mundo sensível.
Aristóteles (384 – 322 a.C)
• Nasceu em Estagira (Macedônia)
• Aos 18 anos conheceu Platão e se tornou seu discípulo ao ingressar na academia platônica em Atenas.
• No ano de 335 a.C. fundou sua escola o Liceu em Atenas; como Aristóteles era estrangeiro ele não poderia utilizar qualquer estabelecimento para sua escola. Ele dava as aulas caminhando por isso seus alunos eram chamados de peripatéticos “aqueles que caminham”.
• Foi professor de Alexandre o Grande.
SER: era concebido através dos conceitos de Ato e Potência
Ato: manifestação atual do Ser
Potência: capacidade de vir a ser

Porque estudar Filosofia?

Resumo para o provão 1º Ensino Médio (1ºBim )
1. Porque estudar Filosofia?
1.1 O que é Filosofia?
Filosofia
: é uma reflexão crítica a respeito do conhecimento e da ação, a partir da análise dos pressupostos do pensar e do agir.
Reflexão crítica: pensar com critérios, analisar seu processo de pensar e de agir no mundo.
1.2 Para que serve o estudo da Filosofia?
Filosofia: é uma reflexão crítica (instrumento de trabalho) que visa auxiliar o adolescente (conhecimento e ação) no processo de formação da formação da cidadania (objetivo)
Filosofia
• Reflexão crítica (instrumento)
• Cidadania (objetivo final)
1.3 Etimologia da palavra Filosofia
Etimologia: e o estudo relacionado a origem da palavra, onde ela surgiu.
A Filosofia (philosophia) é uma palavra de origem grega que significa: amigo da sabedoria.
philo= vem da palavra “philia” = amigo, amante, amor fraterno.
sophia= sabedoria.

O que é Filosofia?

O que é Filosofia?
pesquisa da Profª Sueli 
 
A Filosofia é um ramo do conhecimento que pode ser caracterizado de três modos: seja pelos conteúdos ou temas tratados, seja pela função que exerce na cultura, seja pela forma como trata tais temas. Com relação aos conteúdos, contemporaneamente, a Filosofia trata de conceitos tais como bem, beleza, justiça, verdade. Mas, nem sempre a Filosofia tratou de temas selecionados, como os indicados acima. No começo, na Grécia, a Filosofia tratava de todos os temas, já que até o séc. XIX não havia uma separação entre ciência e filosofia. Assim, na Grécia, a Filosofia incorporava todo o saber. No entanto, a Filosofia inaugurou um modo novo de tratamento dos temas a que passa a se dedicar, determinando uma mudança na forma de conhecimento do mundo até então vigente. Isto pode ser verificado a partir de uma análise da assim considerada primeira proposição filosófica.
Se dermos crédito a Nietzsche, a primeira proposição filosófica foi aquela enunciada por Tales, a saber, que a água é o princípio de todas as coisas [Aristóteles. Metafísica, I, 3].
Cabe perguntar o que haveria de filosófico na proposição de Tales. Muitos ensaiaram uma resposta a esta questão. Hegel, por exemplo, afirma: "com ela a Filosofia começa, porque através dela chega à consciência de que o um é a essência, o verdadeiro, o único que é em si e para si. Começa aqui um distanciar-se daquilo que é a nossa percepção sensível". Segundo Hegel, o filosófico aqui é o encontro do universal, a água, ou seja, um único como verdadeiro. Nietzsche, por sua vez, afirma:
"a filosofia grega parece começar com uma idéia absurda, com a proposição: a água é a origem e a matiz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e, enfim, em terceiro lugar, porque nela, embora apenas em estado de crisália [sic], está contido o pensamento: ‘Tudo é um’. A razão citada em primeiro lugar deixa Tales ainda em comunidade com os religiosos e supersticiosos, a segunda o tira dessa sociedade e no-lo mostra como investigador da natureza, mas, em virtude da terceira, Tales se torna o primeiro filósofo grego".
Trecho extraído de artigo redigido pelo Prof. Dr. Delamar José Volpato Dutra [UFSC/CNPq]. Disponível em http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/delamar1.htm

Política

Texto

Política!!!

Na atual conjuntura brasileira a palavra ou a ação política sofre constante preconceito das pessoas, pois o que vem à cabeça é partido político, corrupção e demais qualidades jocosas “criando assim certa apatia”. Ela abrange muito mais coisas do que pensamos como cidadania, participação social, honestidade...
A política nos acompanha a todo o tempo, e em vários lugares (rua, escolas, parques, meios de transportes, mercado, indústria, campo de futebol); ela está ligada a tudo que envolve a vida pública da pessoa.
Talvez não percebesse a importância de sermos um cidadão consciente e participante da comunidade, de ser honesto e querer justiça.
E a descrença na justiça, que no inconsciente coletivo brasileiro não é justa no quesito política, porque muitos casos que envolvem corrupção (mensalão, cartões corporativos, atos secretos do senado...) terminam na famosa pizza. (daqui nasce a grande opinião que temos sobre política) Observo que diante de tal referência a população tem esta visão ligada ao senso comum, mas as pessoas esqueceram que tem um poder muito maior que partido, governos etc... o voto consciente e a educação é são os instrumentos que tem um poder transformador de tirar as ataduras que mumificam as pessoas e não as deixam enxergar a realidade em sua plenitude. Nos prendemos sempre no mínimo o asfalto na minha rua,o postinho de saúde do meu bairro temos uma “microvisão” sobre política em que votamos nos nossos conhecidos ou nas pessoas que nos ajudaram. Possuimos uma visão limitada e não pensamos no bem comum. Como dizia acima a política não é pensar em minha vida, pois isto é perigoso e corremos o risco de colocar pessoas despreparadas, ou colocamos os mesmos (o rouba mais faz) e nos tornamos cúmplices desta corja que é o sempre acontece.
Devemos participar da vida pública e sair da mesquinhez fiscalizando as pessoas que elegemos para nos representar (que são nossos empregados, porque devem zelar sobre o erário público e sua distribuição através dos benefícios que nos são garantidos pela Constituição Brasileira de 1988).
Aristóteles dizia que o homem é um “Zoon poliktikon” animal político que coopera com a cidade. Nós também devemos cooperar com nossa sociedade fiscalizando e nos tornando cidadãos conscientes de nosso papel e nossa importância para a sociedade brasileira sendo justos, pois ao prejudicar alguém nos tornamos corruptos também. Ao furar a fila do banco, ao receber um favorzinho de algum conhecido para passar na frente no médico, estamos sendo tão corruptos quanto os que desviam verbas públicas, olhemos o nosso rabinho e sejamos justos e honestos para cobrar nossos políticos através dos meandros que a lei nos concede.
Enfim, para sermos cidadãos plenos de nossos poderes e deveres devemos conhecer os mecanismos que circundam os bastidores da política e das leis que regem nosso Estado e nossa Soberania através da Democracia

Platão e a Justa Desigualdade

Resumo para o provão 3º E. Médio (4º Bimestre)

1. Platão e a Justa Desigualdade
A cidade de Atenas, no período de Platão era uma cidade – Estado com muitas desigualdades sociais. Seu regime político era a DEMOCRACIA DIRETA e ESCRAVISTA o direito a cidadania era dada ao homem livre nascido na cidade, ou seja, segundo os historiadores uma parcela de 10 % da população local.
Na sociedade ateniense havia três classes que organizavam a sociedade na atribuição da polis.
I. MAGISTRADOS: formado pelos governantes que elaboram as leis.
II. GUERREIROS: defender a cidade.
III. ARTIFICES ou TRABALHADORES: (artesãos, lavradores e comerciantes) responsáveis pelo provimento dos bens necessários a sobrevivência da cidade.
Segundo o filósofo ateniense não há desigualdade desde que cada cidadão seja encaminhado “educado” para sua função de acordo com a sua natureza (alma: racional, irascível ou concupiscente).
A cidade justa é organizada pela justa medida, ou seja, onde cada cidadão ocupa seu lugar designado por sua natureza.
1.2 Platão e a teoria da alma
O conceito de justiça de Platão é reforçada pela teoria da alma. De acordo com o pensamento platônico a alma humana é dividida em três partes e cada uma tem uma função específica:
I. RACIONAL: é a função da alma e responsável pelo conhecimento, localizada na cabeça.
II. IRASCÍVEL: é a parte que se irrita ou enraivece, sua função é defender o corpo contra o que pode ameaçar sua segurança localiza – se no peito.
III. CONCUPISCENTE: é responsável pela conservação do corpo (necessidades básica: comer, beber, reproduzir) localiza – se entre o abdômen e partes adjacentes.
O homem virtuoso é aquele em que cada parte da alma realiza na medida justa a função que lhe cabe, sob o domínio da parte racional.
Partes da alma / Função
Racional / pelo conhecimento.
Irascível / defender o corpo.
Concupiscente / necessidades básicas para sobrevivência do corpo.
Classes Sociais / Função / Virtude
Magistrados ou governantes / governar com sabedoria / prudência
Guerreiros / defender a cidade / fortaleza e coragem
Artifices ou trabalhadores / satistazer as necessidades do corpo / temperança

Filosofia e Ciência

2. Filosofia e Ciência
2.1 Filosofia e Ciência uma origem comum e um destino de separação
No florescimento da Filosofia, quer dizer em sua origem não havia uma distinção entre Filosofia e Ciência. A Filosofia era considerada o conjunto de todos os conhecimentos: físicos e metafísicos, pois a Filosofia tem como objeto de estudo o Todo, ou seja, a totalidade da realidade.
Antigamente o mundo era compreendido a partir de duas questões (problemas): o homem e a natureza. A Filosofia buscava dar respostas para estes dois problemas. Com o advento do Período Medieval a Filosofia começa a perder seu domínio, pois a Igreja Católica inicia o processo de fragmentação do conhecimento com a TEOLOGIA (Ciência que estuda Deus). Já na Idade Média a Física, Matemática, Biologia e outras ciências começam a ter uma maior autonomia em relação a Filosofia delimitando seu campo de investigação.
Entre os séculos XVI e XVII os cientistas percebem que com a Ciência é possível observar a natureza para se verificara as hipóteses, comprovando ou negando seus experimentos.
Em meados do século XIX a Ciência exige do cientista a neutralidade em seus estudos, pois a subjetividade pode comprometer o e experimento científico, ao contrário a Filosofia pede para que o filósofo se posicione em relação ao objeto de estudo.
Por fim, a Filosofia questiona o método científico, o processo de conhecimento como um todo, refletindo sobre o valor e o sentido da vida e a existência humana.
Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 3ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 3ª Série, Volume 3. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Platão e a Justa Desigualdade

Resumo para o provão 3º E. Médio (4º Bimestre)

1. Platão e a Justa Desigualdade
A cidade de Atenas, no período de Platão era uma cidade – Estado com muitas desigualdades sociais. Seu regime político era a DEMOCRACIA DIRETA e ESCRAVISTA o direito a cidadania era dada ao homem livre nascido na cidade, ou seja, segundo os historiadores uma parcela de 10 % da população local.
Na sociedade ateniense havia três classes que organizavam a sociedade na atribuição da polis.
I. MAGISTRADOS: formado pelos governantes que elaboram as leis.
II. GUERREIROS: defender a cidade.
III. ARTIFICES ou TRABALHADORES: (artesãos, lavradores e comerciantes) responsáveis pelo provimento dos bens necessários a sobrevivência da cidade.
Segundo o filósofo ateniense não há desigualdade desde que cada cidadão seja encaminhado “educado” para sua função de acordo com a sua natureza (alma: racional, irascível ou concupiscente).
A cidade justa é organizada pela justa medida, ou seja, onde cada cidadão ocupa seu lugar designado por sua natureza.
1.2 Platão e a teoria da alma
O conceito de justiça de Platão é reforçada pela teoria da alma. De acordo com o pensamento platônico a alma humana é dividida em três partes e cada uma tem uma função específica:
I. RACIONAL: é a função da alma e responsável pelo conhecimento, localizada na cabeça.
II. IRASCÍVEL: é a parte que se irrita ou enraivece, sua função é defender o corpo contra o que pode ameaçar sua segurança localiza – se no peito.
III. CONCUPISCENTE: é responsável pela conservação do corpo (necessidades básica: comer, beber, reproduzir) localiza – se entre o abdômen e partes adjacentes.
O homem virtuoso é aquele em que cada parte da alma realiza na medida justa a função que lhe cabe, sob o domínio da parte racional.
Partes da alma / Função
Racional / pelo conhecimento.
Irascível / defender o corpo.
Concupiscente / necessidades básicas para sobrevivência do corpo.
Classes Sociais / Função / Virtude
Magistrados ou governantes / governar com sabedoria / prudência
Guerreiros / defender a cidade / fortaleza e coragem
Artifices ou trabalhadores / satistazer as necessidades do corpo / temperança

O homem como ser político

1.2. O homem como ser político
1.2.1. Filosofia e Política
De acordo com a filósofa Marilena Chaui no livro Convite à filosofia diz que o termo política tem três significados relacionados.
 1. Governo: As pessoas confundem governo com Estado, o governo diz respeito a programas e projetos que partem de uma parte para o todo e o Estado é o conjunto de instituições que permitem a ação do governo.
2. Atividade específica: realizada por profissionais (políticos) que pertencem a um partido e disputam o direito de governar ocupando um cargo.
 3. Pejorativo: Conduta duvidosa e não muito confiável dos políticos (corrupção), esta é visão mais comum das pessoas sobre a política.
Bibliografia ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo, Martin Claret. 2002.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 3ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
CHALITA, Gabriel. Vivendo a filosofia. São Paulo. 2004.
CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo, Ática. 2003.
MORRA, Gianfranco. Filosofia para todos [tradução Maurício Pagotto Marsola]. São Paulo, Paulus. 2004.

Filosofia

Os textos abaixo tem características do discurso religioso (mítico-religioso)
Texto B
“... Narciso tinha uma irmã gêmea, com quem era imensamente parecido. Os dois jovens eram muito belos. A jovem morreu; Narciso, que amava muito, sentiu uma dor enorme e, num dia em que se viu numa fonte, julgou a princípio ver a irmã, e isso consolou-o do seu desgosto. Embora soubesse perfeitamente que não era a irmã quem via, ganhou o hábito de se olhar nas fontes, para se consolar da sua perda... Gabriel Chalita, Vivendo a Filosofia. São Paulo, Atual. 2004. Pg 22.
Neste trecho é narrada a história de Narciso que segundo a mitologia morreu adorando a própria imagem no rio, por isso termo narcisista é usado até hoje para designar pessoas que massageiam o próprio ego.
Texto B1
Mito de Pandora
Na Mitologia Grega, Pandora foi a primeira mulher criada por ordem de Zeus (deus dos deuses) como parte de um castigo a Prometeu (titã amigo dos homens) por este ter revelado o segredo do fogo para a humanidade.
Prometeu roubou as sementes do deus Hélio (deus do fogo) e repassou aos homens para que estes pudessem cozinhar e fazer tarefas domésticas. Enfurecido, Zeus resolveu criar uma mulher que tivesse várias qualidades de diversos deuses. Pandora tinha o poder de sedução da deusa Atena.
Prometeu se casou com Pandora. De acordo com o mito, a humanidade tinha vivido em harmonia até aquele momento, porém Pandora resolveu abrir sua ânfora (a expressão "caixa de pandora" foi criada no Renascimento) que continha todos os males da humanidade e liberou todas as desgraças (vícios, doenças, loucura, pobreza, pragas, violência, crimes, etc).
Fonte: http://www.suapesquisa.com/mitologiagrega/pandora.htm acessado em 07/06/2010

Filosofia

Exemplo:
Os textos abaixo tem características do discurso filosófico
Texto A
“ Toda a arte e toda investigação, bem como toda ação e toda a escolha, visam a um bem qualquer; e por isso foi dito, não se razão, que o bem é aquilo a que as coisas tendem. Mas entre os fins observa-se uma certa diversidade: alguns são atividades, outros são produtos distintos das atividades das quais resultam; e onde há fins distintos das ações, tais fins são, por natureza, mais excelentes do que as ultimas.
Mas como muitas são as ações, artes e ciências, muitas também são as finalidades. O fim da medicina é a saúde, o da construção naval de navios (...).
Se existe, então para as coisas, algum fim, que desejamos por si mesmo e tudo o mais é desejado por causa dele; e se nem toda coisa escolhemos visando à outra (porque se fosse assim, o processo se repetiria até o infinito, e inútil e vazio seria o nosso desejar), evidentemente tal fim deve ser o bem, ou melhor, o sumo bem.” Aristóteles, Ética a Nicômaco. São Paulo, Martin Claret. 2002. Pg 17.
Neste texto pode-se perceber a (argumentação lógico-raciona) em que o autor propõe uma tese central (busca do sumo bem) utilizando argumentos secundários (todas as coisas tem uma finalidade; a construção naval de navios) para reforçar sua teoria.
Texto A1

Ética e ação política
A modernidade começa com uma desilusão: quando se percebe que do bem não decorre o bem. Maquiavel faz essa terrível constatação – aquilo que, no plano privado ou pessoal ou religioso , é bom e merece elogios, pode redundar em catástrofe no campo da política. Alguns dizem que, com isso, o pensador italiano terá separado a política e a ética, proclamando a primeira como imoral ou pelo menos amoral. Não é verdade. Maquiavel mostra-se exigente com o seu príncipe, ou seja, com aquele que governa os demais homens: nada mais errado do que imaginar as regras que presidem a sua ação como efetuando uma desqualificação daquela que seria a verdadeira ética, ou seja, a pessoal ou religiosa. Ninguém compreenderá nada de Maquiavel, ou da política moderna, se não tiver isso bem em mente. Podemos, isso sim, falar em duas éticas, como faz Max Weber, nisso claramente tributário do florentino.
O tema das duas éticas, ou melhor, o da segunda ética, da que o estadista pratica, tornou-se estes últimos anos um dos tópicos centrais da fala de um presidente brasileiro formado nas ciências sociais. Ele próprio um cientista político, parte significativa de sua fala consistiu em atacar a ingenuidade daqueles que pensam que o líder político deveria pautar sua ação por regras morais. Não se pode dizer que o seu discurso, nesse campo, seja original: não pretende sê-lo. Ele e seus partidários retomam, basicamente, o que Weber disse. Isso em nada reduz a importância de seu discurso. Ao político, não cabe tanto a originalidade, mas o endosso e a execução. Enquanto no mundo das idéias a novidade, a originalidade contam enormemente, no da ação o que vale mesmo é pô-las em prática. O pensador escreve, o político assina. Os próprios intelectuais têm consciência disso, quando se cansam de apenas especular e procuram um príncipe – um tirano de Siracusa no caso de Platão, um rei da Prússia para Voltaire, uma czarina da Rússia para Diderot – que converta em carne o seu verbo. A essa busca geralmente se segue uma decepção, mas nem por isso deixa, quem filosofa sobre a ação, de procurar aquele que transforme em prática a sua teoria.(...)
Renato Janine Ribeiro (Departamento de Filosofia – USP)
Fonte: http://www.cefetsp.br/edu/eso/filosofia/textosfilosofiaaulas2005b.html acessado em 09/06/2010.

Filosofia e Religião

Resumo para o provão 3º E. M. (2º Bimestre)

1. Filosofia e Religião
1.1. Filosofia e Religião

Filosofia e a Religião são duas elaborações que compõem a dimensão antropológica do ser humano, embora pareçam paradigmas antitéticos, ambas se completam como nos lembra o historiador do pensamento grego Werner Jaeger.
Religião e Filosofia representam elaborações do espírito humano embora com finalidades diferentes, a fim da filosofia é puramente cognoscitivo e a religião tem por finalidade a salvação escatológica.
a) Filosofia: relaciona-se com a religião desde sua origem entre os séculos VII e VI a.C. na Grécia Antiga. A Filosofia nasce da necessidade de responder questões sobre o mundo natural e o homem (Cosmologia, antropologia e ética) que não foram respondidas pela Religião (discurso mítico – religioso).
Segundo Werner Jaeger a filosofia não contrapõem o discurso religioso, ambas tem as mesmas preocupações como justiça, virtude, relação entre o bem e o mal...
1.1.1. Discurso filosófico e discurso religioso
a) Discurso filosófico: é marcado pelo questionamento sucessivo, por criticar a fundamentação sobre o saber afirmado, o método utilizado pela filosofia é racional o filósofo deve usar a razão crítica (argumentação lógico-racinal).
b) Discurso religioso: apresenta-se com uma narrativa marcada por metáforas, parábola e analogias. Também é um discurso acrítico sem fundamentação crítica.

Sociedade do medo

Sociedade do medo!!!

No século XVI na Inglaterra mais precisamente em uma aldeia de Westport nasceu o filósofo Thomas Hobbes, sua teoria política é o que mais fascina os pesquisadores do pensamento hobbeseano como o prof. Dr. Renato Janine Ribeiro, Docente da cátedra de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH – USP) tendo uma vasta obra sobre Hobbes em português, espanhol e francês (quem tiver curiosidade acesse o site http://www.renatojanine.pro.br ). Hobbes é um filósofo contratualista partindo da ideia de que o estado civil nasceu de uma convenção ou pacto social entre os homens para preservar o direito natural “jusnaturalismo” de cada indivíduo (vida, liberdade e igualdade) e o papel do Estado é garantir a paz preservando o direito de cada cidadão.
Segundo Hobbes no Do cidadão nos vivemos em um Estado de Guerra, “homo homini lupus” em que os homens vivem em constante estado de medo, pois a natureza os dissociou tornado – os capazes de atacar uns aos outros.
Segundo o filósofo inglês os homens nascem iguais e está situação fomenta o estado de guerra, pois não é possível saber qual a intenção do outros homens, portanto cada indivíduo fica em constante alerta em relação aos outros homens. A atitude perante esta situação é a violência eu devo atacar e acabar com ameaça constante dos outros homens para preservar minha própria vida, vendo por esta perspectiva a atitude humana é egocêntrica.
E Hobbes continua afirmando este Estado de Guerra, pois os homens desconfiam de todos instalando assim uma guerra de todos contra todos.
Posso até me equivocar ao comparar a atual sociedade com a sociedade egoísta que Hobbes descreve tão bem em seus escritos, pois hoje saímos nas ruas em constante alerta com medo de ser atacado por alguém que vem usurpar nossos bens materiais (dinheiro, carro, celular, bolsa...). E esquecemos que devemos proteger nosso bem maior a vida o que e muitas vezes é retirada por marginais que tem mais direitos que o cidadão trabalhador que vive trancado em sua casa privando-se de sua LIBERDADE, de sua VIDA PLENA e sua IGUALDADE isto de fronte aos meandros da justiça brasileira que infelizmente ainda não é a ideal ou igualitária para todas.
Na atual conjuntura brasileira e possível observar corrupção na vida política (dinheiro na cueca, compra de panetones...), a adulteração de combustíveis, o colapso da saúde, da educação e dos valores morais corrompidos por banalidades consumistas.
Hodiernamente a sociedade é fruto do nosso egoísmo e não mudou muito a atitude comportamental do homem do século de Hobbes até o presente momento histórico, e também nos faz refletir sobre o papel do Estado que não mudou muito em sua forma de proceder desde sua releitura pelos homens modernos e que ainda na atualidade não garante os direitos e a paz na sociedade.
Em qual, momento falhamos na administração da res publica? (entender res publica no seu termo mais específico da língua latina como coisa pública) Quando deixamos o egoísmo predominar em nossa razão ou quando por “ignorância” pensamos que o público é um bem privado promovendo a corrupção e ao provocar tal atitude o homem faz com que o medo reine na sociedade (as injustiças provocam o medo no homem atual).
A partir disto retomo a questão do papel do Estado que é fazer com que o homem alcance o Bem Comum e que este seja propagado para todos os cidadãos minorando os dilemas causados pelas classes sociais em nosso tempo. Portanto cabe a cada cidadão zelar pelo cumprimento do papel do
Estado importando – se com o Bem Comum deixando de lado os “ismos” que infelizmente fazem do ser humano um ser voltado para si e que não sabe viver ou conviver em sociedade preferindo ter uma vida de guerras constantes do que praticar o direito e zelando pela paz
 

O preconceito em relação à Filosofia

Resumo para o provão 3º Ensino Médio (1ºBim.)
1. O preconceito em relação à Filosofia
1.1 Definição de Filosofia
Filosofia: é uma reflexão crítica a respeito do conhecimento e da ação, a partir da analise dos pressupostos do pensar e do agir, portanto, como fundamentação teórica e critica dos conhecimentos e das práticas. (PCN)
1.2 Tales de Mileto (fl. C. 585 a. C.)
• Foi o indicador da physis
Physis: natureza no “sentido moderno”; realidade primeira e originária de fundamental no “sentido antigo”
• Afirmou que o princípio (arché) causa das coisas que são é a água.
1.3 Pré – Socráticos
• A denominação é puramente cronológica criada para designar os filósofos que vieram antes de Sócrates.
• Preocupavam investigar o princípio que dá origem a todas as coisas, construindo uma explicação racional para suas indagações sobre a origem do mundo, do cosmos (universo).
• Buscavam dar uma explicação racional para a natureza a partir dela mesmo para ir ao encontro da origem do cosmos.
• Eram conhecidos como cosmológos ou filósofos da natureza.
1.4. Sócrates (469 – 399 a. C.)
• Nasceu e morreu em Atenas.
• Sua problemática distingue dos Pré – Socráticos (buscava uma explicação racional para a origem da natureza) enquanto o filósofo ateniense muda seu foco para as questões do homem (antropológica) da polis como a ética, política e sociedade.
• Em 399 a. C. foi condenado a morte bebendo cicuta, por corromper a juventude e não crer nos deuses da cidade.
• O ponto fundamental de sua filosofia é o autoconhecimento “conhece – te a ti mesmo”.
• Sua Filosofia se desenvolveu através do diálogo crítico dividido em duas etapas: Ironia e Maiêutica
Ironia: Sócrates formula perguntas para seu interlocutor, fingindo ser totalmente ignorante, enfatizando a sabedoria da outra pessoa, inserindo muitas perguntas ingênuas para envolver o seu oponente em contradições sem solução.
Maiêutica: é o parto das idéias, Sócrates faz as pessoas tirarem de dentro da sua alma a sabedoria que estava dentro de si.

A sujeição

2. A sujeição
2.1 Michel Foucault (1926 – 1984)
Michel Foucault nasceu em Poitiers (15 de junho de 1926) e morreu em Paris (25 de junho de 1984). Graduou – se em Filosofia pela École Normale Supérieure em 1948 estudou também psicologia, história e medicina.
O Filósofo estruturalista foi um dos idealizadores do Departamento de Filosofia da Universidade Paris – Vincennes (Paris – VIII). Levaria consigo para este departamento os filósofos: Gilles Deleuze, François Châtelet. Em 1970 assume a cátedra de História dos Sistemas de Pensamentos no Collège de France ministrando seus cursos até sua morte em 1984.
Foucault militava a favor das causas sociais participando dos protestos estudantis daquele período e em 1971 criou o GIP (Grupo de Informações sobre Prisões).
Obras:
História da Loucura na Idade Clássica - 1961
Arqueologia do Saber - 1969
Vigiar e Punir - 1975
História da Sexualidade (3 volumes0
1. A Vontade de Saber – 1976
2. O Uso dos Prazeres – 1984
3. O Cuidado de Si – 1984
2.2 Vigiar e Punir
Na Idade Moderna o corpo se torna alvo de dois tipos de pesquisas (1) anátomo – metafísica e outra (2) técnico – política.
A relação corpo anátomo – metafísica busca entender as funções do corpo procurando compreender como um conjunto moral. Exemplo: braço. O que é? Para que serve? Como funciona? Qual sua função biológica e moral? Esta forma de observar o corpo era sobre tudo dos médicos e filósofos.
O corpo observado a partir da visão técnico - política encaminha o corpo para adaptar – se ao ideal de vida social, utilizando técnicas para fazer com que a pessoa fosse capaz produzir algo, exemplo: como transformar uma pessoa molenga em um atleta ou como fazer um trabalhador produzir mais em menor tempo.
É possível perceber que Foucault observa as técnicas usadas para dominar e domesticar o corpo na Idade Moderna.
2.3 Práticas disciplinadoras das Instituições Modernas
A) DISTRIBUIÇÃO: colocar o indivíduo em um lugar escolhido por nós.
• Construir muros e cercas para separar as pessoas do contato com a sociedade para evitar problemas.
• Separar em grupos fazer com que cada um encontre seu espaço.
• Lugar funcional colocar a pessoa em um espaço em que possa ser vigiada.
Toda a separação tem um ideal de fila para prevalecer a hierarquia.
B) Controle de Tempo
• Pelos horários: hora para chegar, sair, almoçar...
• Marcar o tempo de sua ação: quantas peças o funcionário produz em uma hora.
• Disciplinar o corpo: para fazer bem feito.
• Adaptar o corpo aos objetos.
C) Controle de Gêneses
• Separar o veterano do aprendiz.
• Necessidade de exercícios: separar aqueles que precisam treinar mais para melhorar seu desempenho.
• Testes para medir a habilidade.
• Dar atividade conforme as habilidades de cada um.
D) Recursos para um Bom Adestramento
• Vigilância: observar para corrigir ou punir.
• Sanção: formas de punir as pessoas que não cumprem seus deveres.
• Exame: ao saber que vão ser testados os indivíduos se autovigiam.
• Documentação: produzir o histórico da pessoa.
Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 2ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Site: http://pt.wikepedia.org/wiki/Michel_Foucault acessado em 10 de novembro de 2009.
REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da Filosofia. Vol 3. São Paulo, Paulus. 2005. p. 949-952.
Revista: Discutindo Filosofia. Escala Educacional. Ano 1. Nº 6.

Tornar-se indivíduo

Resumo para o provão 2º E. Médio (4º Bimestre)

1. Tornar-se indivíduo
1.1 Paul Ricoeur
Nasceu em Valence (1913) e morreu em Chatenay Malabry (2005); filósofo francês do período que seguiu a II Guerra Mundial. Estudou na Université Paris Sorbonne – Paris IV - França, na Université Catholique de Louvain – Belgica e foi pesquisador na Yale University – EUA.
1.2 Como nós pensamos o indivíduo?
• Indivíduo possui duas dimensões (1) como membro de uma sociedade, (2) ser independente e autônomo “sentido moral”
• Homem é um indivíduo autônomo e independente.
• Paul Ricoeur questiona o processo de individualização. Como nos individualizamos? Nos individualizamos através da LINGUAGEM.
A LINGUAGEM é o ponto de partida; por meio dela nos expressamos e dizemos o mundo, ou seja, é a uma forma de colocar para fora aquilo que pensamos. Através da linguagem o ser humano é capaz de dizer o indivíduo de três formas:
I. DESCRIÇÕES DEFINIDAS: existe um entrecruzamento de categorias para designar um indivíduo “O executivo que sempre compra o jornal de esportes”
EXECUTIVO: de todos os executivos nos referimos ao que sempre compra o jornal de esportes.
JORNAL DE ESPORTES: de todas as pessoas do mundo nos referimos ao indivíduo que sempre compra o jornal.
II. NOMES PRÓPRIOS: definição específica e permanente (singularidade do indivíduo) “Luis eu me refiro ao Luis, resta me especificar suas propriedades: O Luis da casa azul da esquina.”
III. INDICADORES: que podem ser pronomes pessoais (eu e tu); pronome demonstrativo (isto e aquilo); advérbio de lugar (aqui e além); advérbio de tempo (amanhã e agora); além de outras categorias gramaticais.
Os indicadores são diferentes dos nomes porque podem designar seres diferentes.
1.3 Ipseidade
A IPSEIDADE é a fala que usamos para dizer o que pertence ao indivíduo à sua singularidade. Aquilo que entre os vários de uma espécie, diferencia um só.
Somos seres que nos caracterizamos por intuir o mundo pela linguagem. Ela nos proporciona o que somos: seres que fazem uso desta linguagem para se expressar, ouvir e interpretar.
Dizer quem somos: quem é este (eu), para falar deste (eu) temos que narrar e ao narrar somos obrigados a dizer a ação desse sujeito.

Liberdade

Resumo para o provão 2º E. M. (3º Bimestre)
2. A liberdade
2.1. Destino e determinismo
Destino: significa que o homem está determinado, não pode escolher para onde vai, o que fazer.
Algo decide por nós. E não há nada que possamos fazer para mudar o futuro ou o presente, pois tudo já foi decidido (determinado).
2.2. Liberdade
Liberdade: é teoria pela qual temos a escolha de agir de uma forma ou de outra. É decidir e agir como se quer sem uma determinação casual.
3. Introdução à Teoria do Indivíduo
3.1. O indivíduo possessivo em John Locke

O filósofo inglês John Locke nasceu em Wrington em 1632 morreu em Essex em 1704. É um dos defensores do empirismo inglês (corrente filosófica que defende que nascemos como uma tabula rasa “folha em branco” e adquirimos o conhecimento a partir da experiência).
3.1.1. O indivíduo possessivo
Locke e outros filósofos contratualistas (Hobbes e Rousseau) pensavam a vida do homem em sua origem, o que eles denominavam de estado de natureza.
Segundo John Locke no estado de natureza os homens são livres, não dependem da vontade dos outros homens, vivem em situação de igualdade, pois recebem as mesmas vantagens da natureza. Neste estado a vida era instituída por lei própria, e a razão é a lei natural por excelência que os homens devem respeitar, ou seja, ela a razão era o que norteava todos os princípios deste estado de natureza. E os homens no estado de natureza viviam em situação de paz.
3.1.2. O que faz o homem sair do estado de natureza e criar a sociedade
Quando o homem subjulga outro homem impondo sua vontade instala –se o estado de guerra. E para recuperar a paz que é uma das características do estado natural utilizaria o “poder político”.
O poder político tem como função fazer o homem que vivia em estado de natureza a viver em sociedade com uma organização de governos e leis, preservando a liberdade que o bem maior no estado de natureza.
Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 2ª Série, Volume 1. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 2ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

Introdução à ética

Resumo para o provão 2º E. M. (2º Bimestre)
1. Introdução à ética.
1.1. O que é a ética e a moral?
Ética: é uma investigação, ou seja, uma reflexão filosófica sobre o agir humano e seu valor.
Moral: é um conjunto de princípios e regras definidas por uma sociedade.
1.2. Diferenças entre ética e moral.
Ética: define o que é bom e o que é mau, segundo as circunstâncias.
Moral: define o que é bom e o que é mau, antes das ações.
1.3. Critérios éticos de Sócrates. Aristóteles e Epicuro.
1.3.1. Os critérios de Sócrates
Essência do homem: é sua alma inteligente, por isso fazer o bem é conhecer essa alma inteligente.
Virtude: é a ciência (conhecimento).
Vício: é o que contraria a virtude, ou seja, a ignorância.
1.3.2. Os critérios de Aristóteles
Aristóteles: O homem é sua alma inteligente e sua finalidade é a felicidade.
Ø O que é a felicidade do homem?
Desenvolver sua racionalidade.
Segundo Aristóteles a alma é dividida em três partes:
a) Vegetativa: responsável pelas necessidades básicas (comer, beber, dormir, reproduzir).
b) Sensitiva: ligada as sensações e ao movimento.
c) Intelectiva: responsável pelo uso da razão (pensamento).
Felicidade: deve ocorrer em todas as partes da alma e o conhecimento deve fazer com que não haja exagero em qualquer parte da alma.
Virtude: é o equilíbrio.
Vicio: é o desequilíbrio.
1.3.3. Os critérios de Epicuro
Para Epicuro o prazer é o princípio ético da vida, por isso, o bem é o prazer e o mal é aquilo que causa dor e sofrimento.
Escolha do Homem: deve evitar a dor e o sofrimento e por isso a razão deve levar a busca do prazer.
Virtude: Prazer
Vicio: é a dor e o sofrimento.

O Eu Racional

Resumo para o provão 2º Ensino Médio (1º Bim.)
  1. 1.      O Eu Racional1.1 René Descartes (1596 – 1650)
    • Nasceu em La Haye (França)
    • Morreu em Estocolmo (Suécia)
    • É considerado pai da Filosofia ModernaProjeto Filosófico
    O filósofo René Descartes queria criar um novo modelo de ciência para buscar a verdade, pois acreditava que a ciência antiga era errada. No livro Discurso Sobre o Método o filósofo francês afirma que o bom senso (razão) faz parte do homem, mas comete falhas ao usar incorretamente a razão o que conduz ao erro.
    Descartes buscou criar um método para chegar a uma verdade absoluta que é a dúvida hiperbólica.
    Dúvida: método para chegar a uma ideia clara e distinta.
    Duvida é pensar.
    Regras do método cartesiano
    • Idéias claras e distintas
    • Decompor o problema
    • Reconstruir do simples para o complexo
    • Enumerar, rever todo o processo
    Meditações metafísicas
    • Nota com clareza que duvida e se duvida pensa.
    • Cogito ergo sum (penso, logo existo)
    Toda a teoria de Descartes é firmada pelo (penso, logo existo).
    1.2 Como pensamos?
    A filosofia divide esta atividade em três partes: juízo, percepção e razão.
    • Juízo: atividade intelectual de escolha, avaliação e decisão.
    • Percepção: é o exame da sensação, podemos a partir disso conhecer o mundo.
    • Razão: é a lógica, ou seja, as regras do pensar.
    Ex: ao comprar o carro eu uso o juízo ao escolher a cor, o modelo, o preço; ao sair pra fazer um teste drive você pode perceber se o carro é macio, confortável, se é estável nas curvas e por fim utilizo a razão ao criar uma estratégia para negociar a melhor forma de pagar.
    2. Introdução à Ética
    • Ética é uma investigação, é uma reflexão filosófica sobre o agir humano e seu valor.
    • Moral é um conjunto de princípios e regras definidas por uma sociedade.

Provérbios - Ética

Provérbios
Lúcia Gaspar Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco pesquisaescolar@fundaj.gov.br
Veja também a Atividade Pedagógica Provérbios!
Os provérbios são máximas ou sentenças de cunho moral sobre as ações humanas que nasceram da vivência e experiência popular. Expressam de modo conciso essa experiência acumulada pelo povo e ilustram a chamada sabedoria popular. São também conhecidos como adágios, ditados, anexins ou ditos populares. Existem em todo o mundo e são transmitidos de boca em boca, de geração em geração. Expressam, em suma, a filosofia popular de cada país. Foram selecionados abaixo alguns provérbios brasileiros bastante conhecidos:
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Amor com amor se paga. Amigos, amigos; negócios, à parte.
A pressa é inimiga da perfeição.
 A ocasião faz o ladrão.
 A mentira tem pernas curtas.
Aqui se faz, aqui se paga.
Cada louco com sua mania.
Cada qual sabe onde lhe doem os calos.
Casa de ferreiro, espeto de pau.
Comer e coçar, é só começar.
Cão que ladra não morde.
Da discussão nasce a luz.
De médico, poeta e louco, todo mundo tem um pouco.
Deixa estar, jacaré, que a lagoa há de secar.
Desgraça pouca é bobagem.
Devagar com o andor, que o santo é de barro.
Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.
Dois bicudos não se beijam.
É melhor prevenir que remediar Em boca fechada, não entra mosca.
Em briga de marido e mulher, não metas a colher.
Em terra de cegos quem tem um olho é rei.
Falar é fácil, fazer é que é difícil.
Filho de peixe, peixinho é.
Gato escaldado tem medo de água fria.
Há males que vem para bem.
O justo paga pelo pecador.
Macaco velho não mete a mão em cumbuca.
 Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
Nada como um dia depois do outro.
 Nem tudo que reluz é ouro.
Nunca digas: desta água não beberei.
Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.
Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam.
Onde há fumaça, há fogo.
Para bom entendedor meia palavra basta Pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto.
Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
 Quando a esmola é demais, o santo desconfia.
Quando um burro fala, o outro baixa as orelhas.
Quando um não quer, dois não brigam.
Quem ama o feio, bonito lhe parece.
Quem cala consente.
Quem canta seus males espanta.
Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
Quem desdenha quer comprar.
Quem diz o que quer ouve o que não quer.
 Quem dá aos pobres empresta a Deus.
Quem espera sempre alcança.
Quem não arrisca não petisca.
Quem não chora não mama.
Quem não deve não teme.
Quem sai aos seus não degenera.
Quem tem boca vai a Roma.
Quem tem rabo de palha não senta perto do fogo.
Quem tem telhado de vidro não atira pedra no do vizinho.
Quem é bom já nasce feito.
Quem é vivo sempre aparece.
Ri melhor quem ri por último.
Santo de casa não faz milagre.
Tamanho não é documento.
Um dia é da caça, outro do caçador.
Um homem prevenido vale por dois.
Um mal nunca anda só (sozinho) Uma andorinha só não faz verão.
 Uma mão lava a outra, ambas lavam o rosto.
Vão-se os anéis, ficam os dedos. Recife, 14 de dezembro de 2005.
 (Atualizado em 16 de setembro de 2009). Ilustração de Rosinha. FONTES CONSULTADAS: PROVERBIOS. Disponível em: <http://www.lifesabirch.org/proverbios> Acesso em: 12 dez. 2005. ROSSATO, José Carlos. Nosso folclore. São Paulo: Soma, 1987. SOUTO MAIOR, Mário; LÓSSIO, Rúbia. Dicionário de folclore para estudantes. Recife: Fundaj. Ed. Massangana, 204. COMO CITAR ESTE TEXTO: Fonte: Gaspar, Lúcia. Provérbios. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

Quando um burro fala o outro baixa as orelhas

Quando um burro fala o outro baixa as orelhas
• Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha. Este provérbio, de sutil complexidade, combina arrogância e modéstia em doses iguais. Recomenda reverente silêncio diante de quem fala. Mas quem o profere, põe-se no mesmo nível do ouvinte. Afinal, os dois são burros. Quem assim desclassifica o interlocutor, é o primeiro a admitir a mesma condição, reconhecendo, por caminhos paradoxais, que também é burro. Em resumo, tão logo o outro tome a palavra, abaixará as orelhas quem falou. A operação resulta, não em desclassificação, mas em ordenamento do diálogo. Entre tantas curiosidades que rondam o berço da expressão, é de se registrar que uma das mais antigas versões é bíblica. Balaão espanca o burro (em algumas versões é a mula) para que prossiga. Mas há um anjo no meio do caminho, visível somente ao animal. Na terceira tentativa, o burro fala, recriminando a teimosia do dono. O episódio está narrado em Números, o penúltimo do Pentateuco, como é chamado o conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia. Bíblia e Pentateuco são palavras de origem grega: bíblos, papiro, papel; penta, cinco; teûchos, livro. O radical grego está presente também em biblioteca, designando originalmente caixa de livros. Qualquer intelectual pré-Gutenberg tinha como biblioteca apenas uma caixa com poucos livros. Livro e burro sempre foram associados a falar e ouvir. Um registro igualmente muito antigo está numa das narrativas de Fedro, o culto escravo do imperador Augusto que traduziu e reescreveu fábulas de Esopo. Numa delas, um burro encontra uma lira, tenta tocá-la e, não conseguindo, lamenta a sorte do instrumento, que em vez de cair nas mãos de alguém capaz de extrair suaves harmonias, foi topar justamente com ele, burro, que nada entende de música. Em outro autor latino, Luciano, um burro ouve lira e, parecendo entender, mexe as orelhas. Também Horácio, criticando espectadores de teatro, invoca Demócrito para dizer que, se o filósofo grego vivesse em Roma naquele período, se divertiria mais observando o público do que assistindo aos espetáculos, pois os autores pareciam contar suas histórias a um burro surdo. Como se vê, o autor lançou mão de uma dificuldade adicional, a surdez, com o fim de ampliar a ignorância dos criticados. O burro fala também em divertida estrofe de Bábrio, o poeta grego que pôs em versos várias fábulas de Esopo. Um burro sobe no telhado de uma residência e quebra muitas telhas. Quando o dono o castiga, ele retruca, sentindo-se discriminado: ''no outro dia, quando o macaco fez a mesma coisa, você riu''. Também Cícero perguntou: ''por que eu te ensinaria a ler agora, burro?''. Enfim, a metáfora que dá o burro como animal que simboliza por excelência a ignorância está presente em muitas outras línguas, de que é exemplo o ditado alemão: ''Man kann den Esel mit Atlasdecken belängen, er bleibt doch immer ein Esel'' (''pode-se cobrir o burro com um atlas e ele continuará sendo sempre um burro''). Mas coube ao escritor brasileiro João Guimarães Rosa, que sabia ouvir e entender, não estrelas, mas animais, reconhecer a sabedoria dos burros, como no conto O burrinho pedrês. Animais e homens filosofam sem parar em seus contos. Eis a justificativa: ''Como escritor, não posso seguir a receita de Hollywood, segundo a qual é preciso sempre orientar-se pelo limite mais baixo do entendimento. Portanto, torno a repetir: não do ponto de vista filológico e sim do metafísico, no sertão fala-se a língua de Goethe, Dostoiévski e Flaubert, porque o sertão é o terreno da eternidade, da solidão. No sertão, o homem é o eu que ainda não encontrou um tu; por ali os anjos e o diabo ainda manuseiam a língua''.
Para ajudar na compreensão filosófica do texto leia também " barulho de caroça".

Cidadania

O que é Cidadania
A origem da palavra cidadania vem do latim “civitas”, que quer dizer cidade. A palavra cidadania foi usada na Roma antiga para indicar a situação política de uma pessoa e os direitos que essa pessoa tinha ou podia exercer. Segundo Dalmo Dallari:
“A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”.
(DALLARI, Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1998. p.14)
No Brasil, estamos gestando a nossa cidadania. Damos passos importantes com o processo de redemocratização e a Constituição de 1988. Mas, muito temos que andar. Ainda predomina uma visão reducionista da cidadania (votar, e de forma obrigatória, pagar os impostos... ou seja, fazer coisas que nos são impostas) e encontramos muitas barreiras culturais e históricas para a vivência da cidadania. Somos filhos e filhas de uma nação nascida sob o signo da cruz e da espada, acostumados a apanhar calados, a dizer sempre “sim senho?, a «engolir sapos”, a achar “normal” as injustiças, a termos um “jeitinho’ para tudo, a não levar a sério a coisa pública, a pensar que direitos são privilégios e exigi-los é ser boçal e metido, a pensar que Deus é brasileiro e se as coisas estão como estão é por vontade Dele.
Os direitos que temos não nos foram conferidos, mas conquistados. Muitas vezes compreendemos os direitos como uma concessão, um favor de quem está em cima para os que estão em baixo. Contudo, a cidadania não nos é dada, ela é construída e conquistada a partir da nossa capacidade de organização, participação e intervenção social.
A cidadania não surge do nada como um toque de mágica, nem tão pouco a simples conquista legal de alguns direitos significa a realização destes direitos. É necessário que o cidadão participe, seja ativo, faça valer os seus direitos. Simplesmente porque existe o Código do Consumidor, automaticamente deixarão de existir os desrespeitos aos direitos do consumidor ou então estes direitos se tornarão efetivos? Não! Se o cidadão não se apropriar desses direitos fazendo-os valer, esses serão letra morta, ficarão só no papel.
Construir cidadania é também construir novas relações e consciências. A cidadania é algo que não se aprende com os livros, mas com a convivência, na vida social e pública. É no convívio do dia-a-dia que exercitamos a nossa cidadania, através das relações que estabelecemos com os outros, com a coisa pública e o próprio meio ambiente. A cidadania deve ser perpassada por temáticas como a solidariedade, a democracia, os direitos humanos, a ecologia, a ética.
A cidadania é tarefa que não termina. A cidadania não é como um dever de casa, onde faço a minha parte, apresento e pronto, acabou. Enquanto seres inacabados que somos, sempre estaremos buscando, descobrindo, criando e tomando consciência mais ampla dos nossos direitos. Nunca poderemos chegar e entregar a tarefa pronta, pois novos desafios na vida social surgirão, demandando novas conquistas e, portanto, mais cidadania.
ATIVIDADE
1. Qual a origem da palavra cidadania e o que significa?
2. Na Roma antiga, a palavra cidadania foi usada para indicar o que?
3. Quando o autor diz que no Brasil ainda predomina uma visão reducionista de cidadania, o que ele pretende dizer?
4. Para Dallari, o que é cidadania?
5. Para o autor, como é conquistada a cidadania?
6. Você exerce cidadania? Como?

Sociologia - Convivo Social e isolamento

Trabalho em grupo de até 4 pessoas
Leia o texto atentamente:
Amala e Kamala eram duas meninas que foram descobertas em 1921, numa caverna da Índia, vivendo com lobos. Essas crianças, que na época tinham aproximadamente idade de 4 e 8 anos, foram levadas para um asilo e passaram a ser observadas por estudiosos. Amala, a mais jovem, não resistiu à nova vida. A outra, porém, viveu mais uns oito anos. Ambas apresentavam hábitos alimentares bastante diferentes dos nossos. Como fazem normalmente os animais, elas cheiravam a comida antes de tocá-la, dilacerando os alimentos com os dentes e poucas vezes fazendo o uso das mãos como instrumento para beber e comer. Possuíam aguda sensibilidade auditiva e desenvolvimento do olfato para a carne. Para se locomover apoiavam-se sobre as mãos e os pés, adotando uma marcha quadrúpede, como faziam os antigos companheiros, os lobos. Kamala, por exemplo, levou seis anos para utilizar a marcha ereta. Notou-se também que Kamala não se sentia à vontade na companhia de outras pessoas, preferindo a dos animais, que se entendiam maravilhosamente com ela, jamais se espantando quando de sua aproximação.
(A. Xavier Teles, Estudos Sociais, p. 115-116) Texto adaptado de OLIVEIRA, Pérsio. Introdução à sociologia. 2005, p. 17-18.
QUESTÕES
A partir dos conceitos estudados, responda:
1) Explique o que é isolamento social e quais os mecanismos que reforçam este tipo de comportamento?
2) Porque um indivíduo criado fora da convivência humana não se torna humano?
3) Kamala se sentia mais à vontade com animais do que com humanos, explique por quê?
4) Vocês concordam com a afirmação “O homem é por natureza um animal social”? Explique.

Continuação- Parte 2

CONTRASTE ENTRE OS TIPOS DE CONTATOS parte 2
CONTATO PRIMÁRIO
- onde há: simpatia, afeição, amor, lealdade, consideração: família, grupo de brinquedo, pequena vila, etc;
- onde as relações são: espontâneas, informais, sentimentais, íntimas, pessoais, intensas, completas, relativamente permanentes, um fim em si mesmas;
- onde os indivíduos: tentam assumir os papéis dos outros; identificar-se continuamente uns aos outros; compartilhar quase a totalidade de suas respectivas experiências, alegrias, tristezas, esperanças, sucessos e fracassos;
- onde o controle social é intenso, efetivo, poderoso devido às “expectativas de comportamento” e “direitos morais” que os outros vêm a exercer sobre cada indivíduo
.
CONTATO SECUNDÁRIO
- onde há atitudes de indiferentismo, falta de intimidade, de interesse pessoal;
- onde há atitudes de indiferentismo, falta de intimidade, de interesse pessoal;
- onde as relações sociais são: premeditadas, formais, racionais distantes, impessoais, frouxas, fragmentadas, transitórias, antes meios para fins do que um fim em si mesmas;
- onde os indivíduos não tentam: assumir os papéis dos outros; identificar-se uns aos outros; compartilhar de suas respectivas experiências;
- onde o controle social é fraquíssimo, devido ao fato de cada indivíduo não sentir-se na necessidade de corresponder às “expectativas de comportamento”.
Algumas atitudes podem levar o indivíduo a um Isolamento Social, dificultando o convívio deste com os grupos sociais.
Abaixo apresentam-se alguns tipos de atitudes sociais, que podem reforçar o isolamento social dos indivíduos:
Isolamento social de ordem Individual e social.
De ordem social.
- Atitudes que envolvem vários tipos de preconceitos: anti-semitismo (doutrina ou movimento contra os judeus), apartheid (sistema de segregação racial que era praticado na África do Sul privilegiando a maioria branca) e preconceitos diversos tais como: cor, religião, sexo etc.
De ordem individual
- Atitudes que ocorrem quando o individuo é levado pela timidez, desconfiança e preconceito, se agregando a um grupo com as suas mesmas características.
Portanto as relações de convívio social, nesta nova sociedade globalizada, podem favorecer o convívio social ou o isolamento.

Conceitos Básicos para compreensão sociológica - parte 1

CONVÍVIO SOCIAL E ISOLAMENTO
A vida em grupo é uma exigência da natureza humana. O homem necessita de seus semelhantes para sobreviver. Conceitos Básicos para compreensão sociológica parte 1
Sociabilidade
Capacidade natural da espécie humana para viver em sociedade.
Socialização
É o processo social global pelo qual o indivíduo se integra ao grupo em que nasceu. Assimilando o conjunto de hábitos e costumes.
Contato Social
 É a base da vida social, é a fase da associação humana onde ocorre as interações sociais.
Contato Primário
São os contatos pessoais, diretos (face a face) e que têm uma forte base emocional. Onde as pessoas envolvidas compartilham suas experiências individuais. Ex.: familiares, vizinhos (amigos/escola)
 • Contato Secundário
São contatos impessoais, calculados, formais: é mais um meio para atingir determinado fim. Ex.: relações de trabalho, relação que se estabelece entre o passageiro e o cobrador do onibus, o caixa do banco e o cliente... A história demonstra que “o convívio social foi e continua sendo decisivo para o desenvolvimento da humanidade” (OLIVEIRA, 2005, p. 118-19).
Sociabilidade + Contato primário + Contato secundário = Socialização
Com advento da globalização e de novas tecnologias aprofundam-se as transformações da sociedade. Novas formas de sociabilidade surgem nos grandes centros urbanos. O “tribalismo”, em um sentido amplo, que ultrapassa o sentido comum ligado à idéia de tribos indígenas, se torna uma das formas de expressão desses novos tipos de sociabilidade, como os punks, os surfistas, os skinheds, os funkeiros, as torcidas organizadas de futebol e as gangues da periferia urbana. Eles se reúnem em torno de afinidades ou interesses. Novas “tribos” também estão surgindo a partir do desenvolvimento de novas tecnologias da informação e da internet com as comunidades virtuais. Nestas e em outras formas de convívio social (socialização), o compartilhamento entre os indivíduos se dá pelos contatos sociais, seja ele do tipo primário ou secundário. continua na parte 2

O processo de desnaturalização ou estranhamento da realidade

       I.            O processo de desnaturalização ou estranhamento da realidade
1.      Índio bom de ouvido
Certo dia passando pela rua, um cidadão dá de cara com um índio deitado no chão com um dos ouvidos para o asfalto. O cidadão chega mais perto, e o índio diz:
- Corsa branco, ao 2006, placa CNQ-3054, modelo flexpower...
Impressionado com as informações do índio, o cidadão diz:
- Nossa índio,apenas pelo tremor da terra você sabe de tudo isso???
O índio, com um olhar de revolta, diz ao cidadão:
- Claro que não idiota, num tá vendo que eu fui atropelado!!!
Faça um comentário sobre essa piada em relação as orientações dadas em sala de aula.

Sociologia e Filosofia

Olá amados alunos.
 Visitem o site de Historia Política  Brasil (http://historiapoliticabrasil.wordpress.com/) e realizem seu comentário em algum texto, sobre o assunto focado durante as aulas.
Até mais.

Musicologia

        I.            Musicologia
1.       Cidadania e ditadura militar
Pensei em realizar nesta semana aula sobre os limites da cidadania política no Brasil e o impacto da alternância na nossa história política entre períodos democráticos e períodos autoritários, ditatoriais. Decidi fazer ess post para mostrar pra vocês uma crítica ao que aconteceu na ditadura militar, e o impacto disso na nossa história política e por consequência, na nossa própria cidadania, pois retirou direitos políticos básicos, como o voto, direitos civis, como a liberdade de expressão e por ai vai, fora a violência com que foram perseguidos aqueles que lutaram contra.
Achei um rap (chama-se Ecos do passado), muito mais interessante pra levantar a discussão. Até porque, o rap é uma forma de expressão artística, mas também tem um caráter político e de crítica social muito maior que outros tipos de música. Espero que vocês ouçam e digam o que acham. Pois na musicologia vocês conseguiram entender melhor o que foi a ditadura. Nas aulas, enfim, espero receber um portfólio sobre tudo o que têm visto por ai? Até mesmo sobre as novelas (do sbt?). Gostaria muito de ler o que vocês pensam disso, se têm dúvidas, enfim… Escrevam e comentem o que acharam!!!!

Atividades

I. Diversidade social nacional e regional
Olá alunos visitem o site de historia política do Brasil (http://historiapoliticabrasil.wordpress.com/) e realizem seu comentário em um texto sobre o assunto focando nas aulas de diversidade aplicadas em sala.

Jovens, cultura e consumo

Jovens, cultura e consumo
Cultura são práticas e ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço. Refere-se a crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais que permeiam e identificam uma sociedade.
Os jovens, seguindo este raciocínio, criaram sua própria cultura, por exemplo cabelos repicados e armados com gel, os acessórios em couro e rebites, a maquiagem pesada e as tatuagens em ascensão embaladas por um tipo musical específico como o heavy metal.
Devido a essa nova cultura e criou-se bens de consumo destinada a elas, como cd's, maquiagem, acessórios, a moda de um modo geral.
A linha de raciocínio é simples: JOVENS criam uma CULTURA diferente e CONSOMEM produtos específicos necessários para fazerem parte do grupo.

TÓPICO I: TODAS AS PESSOAS TEEM CULTURA

TÓPICO I: TODAS AS PESSOAS TEEM CULTURA
A forma que os cidadãos vivem no Brasil é da mesma forma que os cidadãos do Japão vivem? Para se pensar em cultura, precisamos conhecer os valores, os conhecimentos, os modos de viver de um determinado grupo, entre outros fatores. Dessa forma, cada povo tem sua própria cultura. Cada sociedade elabora sua própria cultura e recebe influencia de outras culturas. Todas as sociedades, desde a mais simples até a mais complexa, possuem cultura. Desde que nasce, o homem é influenciado pelo meio social em que vive. Ao não ser o recém-nascido e os raros indivíduos que foram privados do convívio humano, não há pessoa desprovida de cultura. A cultura é um estilo de vida próprio, um modo de vida particular, que todas as sociedades possuem e que caracteriza cada uma delas. A cultura compreende artefatos, bens, processos técnicos, idéias, hábitos e valores herdados. (OLIVEIRA, Pérsio Santos, 1996, p. 88-89) A aquisição e a perpetuação da cultura é um processo social e não biológico, veja o exemplo abaixo:
“Há alguns anos, conheci em Nova York um jovem que não falava uma palavra em inglês e estava evidentemente perplexo com os costumes americanos. Pelo sangue, era tão americano como qualquer outro, pois seus pais eram de Indiana e tinham ido para a China como missionários. Órfão desde a infância, fora criado por uma família chinesa, numa aldeia perdida. Todos os que o conheceram o acharam mais chinês do que americano. O fato de ter olhos azuis e cabelos claros impressionava menos que o andar chinês, os movimentos chineses dos braços e das mãos, a expressão facial chinesa e os modos chineses de pensamento. A herança biológica era americana, mas a formação cultural fora chinesa. Ele voltou para a China.” (Clyde Kluckhohn)
ATIVIDADE
1. A forma que os cidadãos vivem no Brasil é da mesma forma que os cidadãos do Japão vivem? Por quê?
2. O que é cultura?
3. Como adquirimos a cultura?
4. Como podemos perceber a cultura de um determinado povo?

TÓPICO II: CULTURA MATERIAL E CULTURA NÃO-MATERIAL

TÓPICO II: CULTURA MATERIAL E CULTURA NÃO-MATERIAL
Toda cultura tem um aspecto material e outro não material.
A cultura material consiste em todo o tipo de utensílios, ferramentas, instrumentos, máquinas, objetos, etc. utilizados por um grupo social. Por exemplo, no interior do Nordeste a farinha de mandioca é alimento básico, na cidade do Rio de Janeiro o cristo redentor.
A cultura não-material abrange todos os aspectos não-materiais da sociedade, tais como: regras morais, religião, costumes, ideologia, ciências, artes, etc. Por exemplo: a maioria da população segue a religião católica, não há pena de morte na legislação do Brasil e, embora proibido por lei, o preconceito racial é bastante claro no país.
Existe, porém, uma interdependência entre a cultura material e cultura não-material. Quando, por exemplo, assistimos à apresentação de uma orquestra, sabemos que as musicas apresentadas são produto da criatividade de um ou mais músicos. Entretanto, para comunicar sua criação aos outros, os artistas valem-se de instrumentos musicais para a sua exteriorização, também as religiões, de um modo geral, necessitam de templos, altares e outros elementos materiais para que possam ser praticadas.
ATIVIDADE
1. O que é cultura material?
2. Como percebemos a cultura não-material?
3. A cultura material independe da cultura não-material? Justifique.
4. Dê dois exemplos de cultura material e não-material do Estado de Minas Gerais.

TÓPICO III: O CONTATO ENTRE CULTURAS

TÓPICO III: O CONTATO ENTRE CULTURAS
Durante a colonização do Brasil ocorreu intensos contatos entre a cultura do colonizador português e as culturas dos povos indígenas e dos africanos trazidos como escravos.
Como conseqüência desse contato, ocorreram modificações na cultura dos brancos – que assimilaram muito costume das outras – e também nas culturas indígenas e africanas – que foram dominadas e perderam grande parte de suas características.
Desse processo de contato e mudança cultural – conhecido como aculturação – resultou a cultura brasileira.
Quando dois ou mais grupos entram em contato direto e continuo, geralmente ocorrem mudanças culturais nos grupos, pois se verifica a transmissão de traços culturais de uma sociedade para outra. Alguns traços são rejeitados e outros aceitos, incorporando-se, freqüentemente, com alterações significativas, à cultura resultante.

TÓPICO IV: CONTRACULTURA

TÓPICO IV: CONTRACULTURA
Nas sociedades contemporâneas encontramos pessoas que contestam certos valores culturais vigentes, opondo-se radicalmente a eles, num movimento chamado contracultura. O trabalho, o patriotismo, a acumulação de riquezas, a ascensão social são valores culturais considerados importantes em nossa sociedade. O movimento hippie da década de 60 foi um movimento de contracultura, porque se opunha radicalmente a esses valores.

TÓPICO V: SOCIALIZAÇÃO E CONTROLE SOCIAL

TÓPICO V: SOCIALIZAÇÃO E CONTROLE SOCIAL
“Nove décimos de tudo o que você faz, diz, pensa, sente, desde que se levanta de manhã cedo até que vai para cama de noite, você diz, faz, pensa, sente, não como expressão própria, independente, mas em conformidade inconsciente e sem critica com regras, regulamentos, hábitos grupais, padrões, códigos, estilos e sanções que existiram muito antes que você nascesse”. (G. Smith Russel)
Já vimos que a sociabilidade, a tendência natural para viver em sociedade, é desenvolvida através do processo de socialização, pelo qual o individuo se integra no grupo em que nasceu, assimilando sua cultura. A socialização é o ato de transmitir ao individuo, de inculcar em sua mente os padrões culturais da sociedade. É o processo social mais glogal. O controle social funciona como o maior instrumento de socialização. O olhar de reprovação dos pais quando uma criança toma sopa fazendo barulho, ou a gozação que os adolescentes fazem se um deles aparece vestido de terno e gravata são exemplos de controle social. O controle social são as formas pelas quais a sociedade inculca os valores do grupo na mente de seus membros, para evitar que adotem um comportamento divergente (não aceito). O controle social tem por objetivo fazer com que cada individuo tenha o comportamento esperado. É o controle, por exemplo, que nos leva a manter a cabeça descoberta, enquanto até algumas décadas atrás esse mesmo controle fazia com que a maioria das pessoas usasse chapéu. Desse modo, o controle social leva as pessoas a evitarem um determinado comportamento em certa época e a adota-la em outro. Assim foi com a calça comprida para as mulheres, a minissaia, a roupa de banho, o cabelo comprido, etc. A primeira agencia de controle social é a família. Desde que nasce, a criança é orientada, controlada, moldada pelo grupo familiar. Depois da família, temos a Igreja, a escola e o Estado: são todos agencias formais ou institucionalizadas de controle social. Quando algumas sanções estabelecidas pela sociedade não são suficientes para exercer controle social, surge a necessidade de elaborar mais leis e instituições encarregadas especificamente do controle social. Nas sociedades modernas, mais complexas, aumenta a presença da instituição jurídica, da instituição policial e do Estado, substituindo os controles espontâneos que antes predominavam.
ATIVIDADE
1. O que você entende por socialização?
 2. O que é controle social? Qual o objetivo dele?
3. Quais são as primeiras instituições que transmitem o controle social?
4. Porque nas sociedades modernas aumenta cada vez mais a presença da instituição jurídica, policial e do Estado no controle social?
EXERCITANDO OS CONHECIMENTOS...
1. Explique com suas palavras o que é cultura.
 2. Como os seres humanos adquirem cultura?
3. Explique a afirmação: “não há sociedade sem cultura, do mesmo modo que não há ser humano destituído de cultura”.
4. Dê quatro exemplos de elementos da cultura material que o rodeia.
5. Dê quatro exemplos de elementos da cultura não-material que você teve ou tenha contato.
6. Dê um exemplo de padrão da nossa cultura ligada ao comportamento masculino e outro ligado ao comportamento feminino.
7. Dê um exemplo de controle social presente em sua vida. 8. Explique com suas palavras o objetivo do controle social.