Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Filosofia 3ª série/médio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia 3ª série/médio. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Política

Texto

Política!!!

Na atual conjuntura brasileira a palavra ou a ação política sofre constante preconceito das pessoas, pois o que vem à cabeça é partido político, corrupção e demais qualidades jocosas “criando assim certa apatia”. Ela abrange muito mais coisas do que pensamos como cidadania, participação social, honestidade...
A política nos acompanha a todo o tempo, e em vários lugares (rua, escolas, parques, meios de transportes, mercado, indústria, campo de futebol); ela está ligada a tudo que envolve a vida pública da pessoa.
Talvez não percebesse a importância de sermos um cidadão consciente e participante da comunidade, de ser honesto e querer justiça.
E a descrença na justiça, que no inconsciente coletivo brasileiro não é justa no quesito política, porque muitos casos que envolvem corrupção (mensalão, cartões corporativos, atos secretos do senado...) terminam na famosa pizza. (daqui nasce a grande opinião que temos sobre política) Observo que diante de tal referência a população tem esta visão ligada ao senso comum, mas as pessoas esqueceram que tem um poder muito maior que partido, governos etc... o voto consciente e a educação é são os instrumentos que tem um poder transformador de tirar as ataduras que mumificam as pessoas e não as deixam enxergar a realidade em sua plenitude. Nos prendemos sempre no mínimo o asfalto na minha rua,o postinho de saúde do meu bairro temos uma “microvisão” sobre política em que votamos nos nossos conhecidos ou nas pessoas que nos ajudaram. Possuimos uma visão limitada e não pensamos no bem comum. Como dizia acima a política não é pensar em minha vida, pois isto é perigoso e corremos o risco de colocar pessoas despreparadas, ou colocamos os mesmos (o rouba mais faz) e nos tornamos cúmplices desta corja que é o sempre acontece.
Devemos participar da vida pública e sair da mesquinhez fiscalizando as pessoas que elegemos para nos representar (que são nossos empregados, porque devem zelar sobre o erário público e sua distribuição através dos benefícios que nos são garantidos pela Constituição Brasileira de 1988).
Aristóteles dizia que o homem é um “Zoon poliktikon” animal político que coopera com a cidade. Nós também devemos cooperar com nossa sociedade fiscalizando e nos tornando cidadãos conscientes de nosso papel e nossa importância para a sociedade brasileira sendo justos, pois ao prejudicar alguém nos tornamos corruptos também. Ao furar a fila do banco, ao receber um favorzinho de algum conhecido para passar na frente no médico, estamos sendo tão corruptos quanto os que desviam verbas públicas, olhemos o nosso rabinho e sejamos justos e honestos para cobrar nossos políticos através dos meandros que a lei nos concede.
Enfim, para sermos cidadãos plenos de nossos poderes e deveres devemos conhecer os mecanismos que circundam os bastidores da política e das leis que regem nosso Estado e nossa Soberania através da Democracia

Platão e a Justa Desigualdade

Resumo para o provão 3º E. Médio (4º Bimestre)

1. Platão e a Justa Desigualdade
A cidade de Atenas, no período de Platão era uma cidade – Estado com muitas desigualdades sociais. Seu regime político era a DEMOCRACIA DIRETA e ESCRAVISTA o direito a cidadania era dada ao homem livre nascido na cidade, ou seja, segundo os historiadores uma parcela de 10 % da população local.
Na sociedade ateniense havia três classes que organizavam a sociedade na atribuição da polis.
I. MAGISTRADOS: formado pelos governantes que elaboram as leis.
II. GUERREIROS: defender a cidade.
III. ARTIFICES ou TRABALHADORES: (artesãos, lavradores e comerciantes) responsáveis pelo provimento dos bens necessários a sobrevivência da cidade.
Segundo o filósofo ateniense não há desigualdade desde que cada cidadão seja encaminhado “educado” para sua função de acordo com a sua natureza (alma: racional, irascível ou concupiscente).
A cidade justa é organizada pela justa medida, ou seja, onde cada cidadão ocupa seu lugar designado por sua natureza.
1.2 Platão e a teoria da alma
O conceito de justiça de Platão é reforçada pela teoria da alma. De acordo com o pensamento platônico a alma humana é dividida em três partes e cada uma tem uma função específica:
I. RACIONAL: é a função da alma e responsável pelo conhecimento, localizada na cabeça.
II. IRASCÍVEL: é a parte que se irrita ou enraivece, sua função é defender o corpo contra o que pode ameaçar sua segurança localiza – se no peito.
III. CONCUPISCENTE: é responsável pela conservação do corpo (necessidades básica: comer, beber, reproduzir) localiza – se entre o abdômen e partes adjacentes.
O homem virtuoso é aquele em que cada parte da alma realiza na medida justa a função que lhe cabe, sob o domínio da parte racional.
Partes da alma / Função
Racional / pelo conhecimento.
Irascível / defender o corpo.
Concupiscente / necessidades básicas para sobrevivência do corpo.
Classes Sociais / Função / Virtude
Magistrados ou governantes / governar com sabedoria / prudência
Guerreiros / defender a cidade / fortaleza e coragem
Artifices ou trabalhadores / satistazer as necessidades do corpo / temperança

Filosofia e Ciência

2. Filosofia e Ciência
2.1 Filosofia e Ciência uma origem comum e um destino de separação
No florescimento da Filosofia, quer dizer em sua origem não havia uma distinção entre Filosofia e Ciência. A Filosofia era considerada o conjunto de todos os conhecimentos: físicos e metafísicos, pois a Filosofia tem como objeto de estudo o Todo, ou seja, a totalidade da realidade.
Antigamente o mundo era compreendido a partir de duas questões (problemas): o homem e a natureza. A Filosofia buscava dar respostas para estes dois problemas. Com o advento do Período Medieval a Filosofia começa a perder seu domínio, pois a Igreja Católica inicia o processo de fragmentação do conhecimento com a TEOLOGIA (Ciência que estuda Deus). Já na Idade Média a Física, Matemática, Biologia e outras ciências começam a ter uma maior autonomia em relação a Filosofia delimitando seu campo de investigação.
Entre os séculos XVI e XVII os cientistas percebem que com a Ciência é possível observar a natureza para se verificara as hipóteses, comprovando ou negando seus experimentos.
Em meados do século XIX a Ciência exige do cientista a neutralidade em seus estudos, pois a subjetividade pode comprometer o e experimento científico, ao contrário a Filosofia pede para que o filósofo se posicione em relação ao objeto de estudo.
Por fim, a Filosofia questiona o método científico, o processo de conhecimento como um todo, refletindo sobre o valor e o sentido da vida e a existência humana.
Bibliografia: Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 3ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 3ª Série, Volume 3. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Platão e a Justa Desigualdade

Resumo para o provão 3º E. Médio (4º Bimestre)

1. Platão e a Justa Desigualdade
A cidade de Atenas, no período de Platão era uma cidade – Estado com muitas desigualdades sociais. Seu regime político era a DEMOCRACIA DIRETA e ESCRAVISTA o direito a cidadania era dada ao homem livre nascido na cidade, ou seja, segundo os historiadores uma parcela de 10 % da população local.
Na sociedade ateniense havia três classes que organizavam a sociedade na atribuição da polis.
I. MAGISTRADOS: formado pelos governantes que elaboram as leis.
II. GUERREIROS: defender a cidade.
III. ARTIFICES ou TRABALHADORES: (artesãos, lavradores e comerciantes) responsáveis pelo provimento dos bens necessários a sobrevivência da cidade.
Segundo o filósofo ateniense não há desigualdade desde que cada cidadão seja encaminhado “educado” para sua função de acordo com a sua natureza (alma: racional, irascível ou concupiscente).
A cidade justa é organizada pela justa medida, ou seja, onde cada cidadão ocupa seu lugar designado por sua natureza.
1.2 Platão e a teoria da alma
O conceito de justiça de Platão é reforçada pela teoria da alma. De acordo com o pensamento platônico a alma humana é dividida em três partes e cada uma tem uma função específica:
I. RACIONAL: é a função da alma e responsável pelo conhecimento, localizada na cabeça.
II. IRASCÍVEL: é a parte que se irrita ou enraivece, sua função é defender o corpo contra o que pode ameaçar sua segurança localiza – se no peito.
III. CONCUPISCENTE: é responsável pela conservação do corpo (necessidades básica: comer, beber, reproduzir) localiza – se entre o abdômen e partes adjacentes.
O homem virtuoso é aquele em que cada parte da alma realiza na medida justa a função que lhe cabe, sob o domínio da parte racional.
Partes da alma / Função
Racional / pelo conhecimento.
Irascível / defender o corpo.
Concupiscente / necessidades básicas para sobrevivência do corpo.
Classes Sociais / Função / Virtude
Magistrados ou governantes / governar com sabedoria / prudência
Guerreiros / defender a cidade / fortaleza e coragem
Artifices ou trabalhadores / satistazer as necessidades do corpo / temperança

O homem como ser político

1.2. O homem como ser político
1.2.1. Filosofia e Política
De acordo com a filósofa Marilena Chaui no livro Convite à filosofia diz que o termo política tem três significados relacionados.
 1. Governo: As pessoas confundem governo com Estado, o governo diz respeito a programas e projetos que partem de uma parte para o todo e o Estado é o conjunto de instituições que permitem a ação do governo.
2. Atividade específica: realizada por profissionais (políticos) que pertencem a um partido e disputam o direito de governar ocupando um cargo.
 3. Pejorativo: Conduta duvidosa e não muito confiável dos políticos (corrupção), esta é visão mais comum das pessoas sobre a política.
Bibliografia ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo, Martin Claret. 2002.
Caderno do Professor: Filosofia, Ensino Médio – 3ª Série, Volume 2. Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria Inês Fini; equipe, Adilton Luis Martins, Luiza Christov, Paulo Micelli, Renê José Trentin Silveira, - São Paulo; SEE, 2009.
CHALITA, Gabriel. Vivendo a filosofia. São Paulo. 2004.
CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo, Ática. 2003.
MORRA, Gianfranco. Filosofia para todos [tradução Maurício Pagotto Marsola]. São Paulo, Paulus. 2004.

Filosofia e Religião

Resumo para o provão 3º E. M. (2º Bimestre)

1. Filosofia e Religião
1.1. Filosofia e Religião

Filosofia e a Religião são duas elaborações que compõem a dimensão antropológica do ser humano, embora pareçam paradigmas antitéticos, ambas se completam como nos lembra o historiador do pensamento grego Werner Jaeger.
Religião e Filosofia representam elaborações do espírito humano embora com finalidades diferentes, a fim da filosofia é puramente cognoscitivo e a religião tem por finalidade a salvação escatológica.
a) Filosofia: relaciona-se com a religião desde sua origem entre os séculos VII e VI a.C. na Grécia Antiga. A Filosofia nasce da necessidade de responder questões sobre o mundo natural e o homem (Cosmologia, antropologia e ética) que não foram respondidas pela Religião (discurso mítico – religioso).
Segundo Werner Jaeger a filosofia não contrapõem o discurso religioso, ambas tem as mesmas preocupações como justiça, virtude, relação entre o bem e o mal...
1.1.1. Discurso filosófico e discurso religioso
a) Discurso filosófico: é marcado pelo questionamento sucessivo, por criticar a fundamentação sobre o saber afirmado, o método utilizado pela filosofia é racional o filósofo deve usar a razão crítica (argumentação lógico-racinal).
b) Discurso religioso: apresenta-se com uma narrativa marcada por metáforas, parábola e analogias. Também é um discurso acrítico sem fundamentação crítica.

Sociedade do medo

Sociedade do medo!!!

No século XVI na Inglaterra mais precisamente em uma aldeia de Westport nasceu o filósofo Thomas Hobbes, sua teoria política é o que mais fascina os pesquisadores do pensamento hobbeseano como o prof. Dr. Renato Janine Ribeiro, Docente da cátedra de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH – USP) tendo uma vasta obra sobre Hobbes em português, espanhol e francês (quem tiver curiosidade acesse o site http://www.renatojanine.pro.br ). Hobbes é um filósofo contratualista partindo da ideia de que o estado civil nasceu de uma convenção ou pacto social entre os homens para preservar o direito natural “jusnaturalismo” de cada indivíduo (vida, liberdade e igualdade) e o papel do Estado é garantir a paz preservando o direito de cada cidadão.
Segundo Hobbes no Do cidadão nos vivemos em um Estado de Guerra, “homo homini lupus” em que os homens vivem em constante estado de medo, pois a natureza os dissociou tornado – os capazes de atacar uns aos outros.
Segundo o filósofo inglês os homens nascem iguais e está situação fomenta o estado de guerra, pois não é possível saber qual a intenção do outros homens, portanto cada indivíduo fica em constante alerta em relação aos outros homens. A atitude perante esta situação é a violência eu devo atacar e acabar com ameaça constante dos outros homens para preservar minha própria vida, vendo por esta perspectiva a atitude humana é egocêntrica.
E Hobbes continua afirmando este Estado de Guerra, pois os homens desconfiam de todos instalando assim uma guerra de todos contra todos.
Posso até me equivocar ao comparar a atual sociedade com a sociedade egoísta que Hobbes descreve tão bem em seus escritos, pois hoje saímos nas ruas em constante alerta com medo de ser atacado por alguém que vem usurpar nossos bens materiais (dinheiro, carro, celular, bolsa...). E esquecemos que devemos proteger nosso bem maior a vida o que e muitas vezes é retirada por marginais que tem mais direitos que o cidadão trabalhador que vive trancado em sua casa privando-se de sua LIBERDADE, de sua VIDA PLENA e sua IGUALDADE isto de fronte aos meandros da justiça brasileira que infelizmente ainda não é a ideal ou igualitária para todas.
Na atual conjuntura brasileira e possível observar corrupção na vida política (dinheiro na cueca, compra de panetones...), a adulteração de combustíveis, o colapso da saúde, da educação e dos valores morais corrompidos por banalidades consumistas.
Hodiernamente a sociedade é fruto do nosso egoísmo e não mudou muito a atitude comportamental do homem do século de Hobbes até o presente momento histórico, e também nos faz refletir sobre o papel do Estado que não mudou muito em sua forma de proceder desde sua releitura pelos homens modernos e que ainda na atualidade não garante os direitos e a paz na sociedade.
Em qual, momento falhamos na administração da res publica? (entender res publica no seu termo mais específico da língua latina como coisa pública) Quando deixamos o egoísmo predominar em nossa razão ou quando por “ignorância” pensamos que o público é um bem privado promovendo a corrupção e ao provocar tal atitude o homem faz com que o medo reine na sociedade (as injustiças provocam o medo no homem atual).
A partir disto retomo a questão do papel do Estado que é fazer com que o homem alcance o Bem Comum e que este seja propagado para todos os cidadãos minorando os dilemas causados pelas classes sociais em nosso tempo. Portanto cabe a cada cidadão zelar pelo cumprimento do papel do
Estado importando – se com o Bem Comum deixando de lado os “ismos” que infelizmente fazem do ser humano um ser voltado para si e que não sabe viver ou conviver em sociedade preferindo ter uma vida de guerras constantes do que praticar o direito e zelando pela paz
 

O preconceito em relação à Filosofia

Resumo para o provão 3º Ensino Médio (1ºBim.)
1. O preconceito em relação à Filosofia
1.1 Definição de Filosofia
Filosofia: é uma reflexão crítica a respeito do conhecimento e da ação, a partir da analise dos pressupostos do pensar e do agir, portanto, como fundamentação teórica e critica dos conhecimentos e das práticas. (PCN)
1.2 Tales de Mileto (fl. C. 585 a. C.)
• Foi o indicador da physis
Physis: natureza no “sentido moderno”; realidade primeira e originária de fundamental no “sentido antigo”
• Afirmou que o princípio (arché) causa das coisas que são é a água.
1.3 Pré – Socráticos
• A denominação é puramente cronológica criada para designar os filósofos que vieram antes de Sócrates.
• Preocupavam investigar o princípio que dá origem a todas as coisas, construindo uma explicação racional para suas indagações sobre a origem do mundo, do cosmos (universo).
• Buscavam dar uma explicação racional para a natureza a partir dela mesmo para ir ao encontro da origem do cosmos.
• Eram conhecidos como cosmológos ou filósofos da natureza.
1.4. Sócrates (469 – 399 a. C.)
• Nasceu e morreu em Atenas.
• Sua problemática distingue dos Pré – Socráticos (buscava uma explicação racional para a origem da natureza) enquanto o filósofo ateniense muda seu foco para as questões do homem (antropológica) da polis como a ética, política e sociedade.
• Em 399 a. C. foi condenado a morte bebendo cicuta, por corromper a juventude e não crer nos deuses da cidade.
• O ponto fundamental de sua filosofia é o autoconhecimento “conhece – te a ti mesmo”.
• Sua Filosofia se desenvolveu através do diálogo crítico dividido em duas etapas: Ironia e Maiêutica
Ironia: Sócrates formula perguntas para seu interlocutor, fingindo ser totalmente ignorante, enfatizando a sabedoria da outra pessoa, inserindo muitas perguntas ingênuas para envolver o seu oponente em contradições sem solução.
Maiêutica: é o parto das idéias, Sócrates faz as pessoas tirarem de dentro da sua alma a sabedoria que estava dentro de si.