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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Fundamentalismo Mundial

Fundamentalismo Mundial (sociologia - aula 3ª série)
Por Leonardo Boff
 
Três tipos de fundamentalismo dominam a cena mundial: o do pensamento único representado pela globalização imperante, o suicidário dos muçulmanos cujo principal representante é Bin Laden e o do Estado terrorista da guerra preventiva, corporificado por Bush e por Sharon. Sabidamente, o fundamentalismo não é uma doutrina mas uma maneira excludente de ver a doutrina. O fundamentalista está absolutamente convicto de que sua doutrina é a única verdadeira e todas as demais, falsas. Por isso elas não têm direito, podem e devem ser combatidas. O fundamentalismo do pensamento único apresenta o modo de produção capitalista com seu mercado globalizado e a ideologia política do neoliberalismo com sua democracia eleitoral e delegatícia como a única forma razoável de organizar o mundo. O que Bush quer impor por própria conta ao Iraque destroçado traduz esse fundamentalismo. O fundamentalismo suicidário muçulmano parte da convicção de que o Ocidente, inimigo histórico desde os tempos das cruzadas, é o Grande Satã, porque é ateu prático, materialista, imperialista e sexista. Por isso, deve ser combatido em todas as frentes e fazer vítimas mais que se puder com as bênçãos do Altíssimo. São os únicos tão convencidos que aceitam jovialmente ser homens-bomba. O fundamentalismo do Estado terrorista à La Sharon é movido pela convicção de que os judeus têm o direito, acima de qualquer outro direito dos palestinos, de montar Israel ao tamanho que tinha nos tempos do rei Davi. Por isso Sharon prossegue com as colonizações e enquanto não realizar esse propósito boicotará qualquer projeto de paz. O fundamentalismo do Estado terrorista à La Bush possui fortes raízes religiosas, ligadas a sua biografia pregressa. Foi por vinte anos dependente de álcool até que em 1984, a convite de um amigo, Don Evans, atual secretário do comércio, começou a freqüentar o círculo bíblico dos evangélicos fundamentalistas. Após dois anos não era mais ébrio de álcool mas ébrio da ideologia salvacionista destes fundamentalistas que se divulgava fortemente dentro do partido republicano. Segundo ela, “o destino manifesto” dos EUA hoje é melhorar o mundo na medida em que o impregnar com os valores da cultura norteamericana: com liberdade, democracia, e livre mercado. Bush filho fazia a campanha da reeleição do pai se apresentando como “um homem que tem Jesus em seu coração”. O brasilianista Ralph della Cava e o teólogo J. Stam contam que mais tarde, ao postular-se candidato, Bush reuniu os pastores da zona e lhes comunicou: “fui chamado [por Deus]”. Em seguida fez-se o ritual “da imposição das mãos”, sagrando-o Presidente preventivo. Essa pré-história é importante para se entender a fúria fundamentalista que se apossou de Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001. Optou combater o mal com o mal, ameaçando com guerra preventiva a todos os países do “eixo do mal”. Deixou claro: “Quem não está conosco, está contra nós”, é terrorista. Antes do ultimato a Saddam Hussein, pediu aos assessores que “o deixassem a sós por dez minutos”. Qual Moisés foi consultar-se com Deus. E numa entrevista ao New York Times de 26/04/03 declarou: "Tenho uma missão a realizar e com os joelhos dobrados peço ao bom Senhor que me ajude a cumpri-la com sabedoria”. Pobre Deus! Como salvaremos a humanidade desses desvairados?
Atividade
56) O que é fundamentalismo? É necessário combate-lo?
57) Quais os tipos de fundamentalismos apresentado por Leonardo Boff?

Relativismo e Fundamentalismo Midiático

Relativismo e Fundamentalismo Midiático (sociologia -aula 3ª série)
por Jonas Medeiros
 
A revista Veja (n.º 1.721, de 10/10/01) escreve na reportagem intitulada ‘O que querem os fundamentalistas’: "[o fundamentalismo] está entranhado no próprio código genético do Islã, religião que tem uma visão totalizante do mundo e apresenta um modelo para tudo o que se faz em qualquer das esferas da vida, públicas ou privadas".
Há um enorme esforço da mídia e dos governos que têm manifestado apoio à coalizão militar liderada pelos EUA de afirmar que a guerra está sendo travada contra o terror (Bin Laden e o Taleban) e não contra o povo afegão ou o Islã. Veja, inesperadamente, coloca toda a religião islâmica como responsável pelo aparecimento de práticas radicais.
A revista insiste em apontar a religião muçulmana como primitiva. Primeiramente em 26/11/01, Veja entrevista o historiador inglês Paul Johnson que diz: "Já o islamismo [em oposição ao judaísmo e o cristianismo] não passou por um correspondente período de modernização.
Permaneceu uma religião de feições medievais e gerou Estados de feições medievais, nos quais religião e política não se separaram uma da outra".
Duas semanas depois a revista retoma este discurso: "Uma comparação que ajuda a entender a mentalidade fundamentalista é com a Igreja Católica na fase em que se encontrava quando tinham a mesma "idade" do Islã hoje". Incapaz de pensar a história de diferentes religiões como o cristianismo e o islamismo de forma separada, Veja faz uma interpretação positivista, pois pensa ser necessário que o desenvolvimento das religiões passe pelas mesmas fases. A revista não consegue ver as duas religiões de maneira separada, como processos que tem um desenvolvimento próprio e não necessariamente paralelo.
 
Atividade
58) Você concorda com Jonas Medeiros? Por quê?
59) Recorte uma reportagem sobre o Islamismo e identifique se ela induz o leitor a desenvolver uma visão negativa ou positiva dos seguidores dessa religião.
60) Pesquise sobre a crença dos islâmicos relacionada ao céu e relacione os conhecimentos obtidos a charge abaixo.
 
 Nota: Tradução: - Pare, pare. Nós ficamos sem virgens!

7 ações para combater a evasão na EJA

Olá,
Bom dia, boa tarde, boa noite!!
Que sua semana seja plena de sucesso e crescimento interior.
Grande abraço!!
Profª Sueli

 7 ações para combater a evasão na EJA

 Conheça a seguir algumas medidas que ajudam a diminuir as faltas e a evasão de jovens e adultos
O professor realiza a nível de rodízios atividades de educação física, (dependendo da turma, pode ser alongamentos, dinâmicas, exercícios, postura, danças,etc.) essa atividade, motiva o alunado e muito bem aceita. Vinculamos a essa atividade a presença nos outros dias de aulas, que a cada final de mês o professor ed. fisica, premia o aluno com menos falta.
Continue lendo a reportagem

• 1Uso de variadas linguagens

• 2Reorganização do tempo
• 3Currículo contextualizado
• 4Articulação com empresas
• 5Atendimento aos filhos
• 6Atendimento individual
• 7Acolhimento e merenda
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/7-acoes-combater-evasao-eja-abandono-623604.shtml