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terça-feira, 5 de maio de 2015

O OBJETO DE ESTUDO DA SOCIOLOGIA SEGUNDO DURKHEIM

O OBJETO DE ESTUDO DA SOCIOLOGIA SEGUNDO DURKHEIM
 Comumente ouvimos falar em sociologia, em sociólogo, sem, contudo, compreendermos realmente de que se tratam esses dois nomes. Em primeiro lugar devemos esclarecer o que é sociologia e de que trata essa ciência. Neste sentido, Durkheim se preocupava em conhecer cientificamente a vida social, superando as deficiências do senso comum. Após muitas pesquisas, ele chegou à conclusão de que o método deveria ser o mesmo daquele usado pelas ciências naturais, ou seja, buscar relações de causa, efeito e regularidades. Dessa forma, o papel do sociólogo é o de exprimir a realidade, sem se preocupar se os resultados serão agradáveis ou não, portanto, a tarefa do sociólogo é investigar os problemas sociais. Assim, a sociologia examina os fatos que pertencem ao reino social e estes tem uma característica própria. Durkheim diferencia “o reino psicológico” do “reino social” o qual não pode ser reconhecido por mera introspecção. Ele procurou demonstrar que a sociologia era uma ciência autônoma porque possuía um objeto próprio: os fatos sociais. (Adaptado de Tânia Quintaneiro, As bases conceituais da sociologia de Émile Durkheim, p. 3-5)
O que é fato social?
 Antes de procurar saber qual é o método que convém ao estudo dos fatos sociais, é preciso determinar quais são esses fatos. Se não me submeto às normas da sociedade, se ao vestir-me não levo em conta os costumes seguidos no meu país e na minha classe, o riso que provoco e o afastamento a que me submeto produzem, embora de forma mais atenuada, os mesmos efeitos de uma pena propriamente dita. Aliás, apesar de indireta, a coação não deixa de ser eficaz. Não sou obrigado a falar a língua do meu país, nem a usar as moedas legais, mas é impossível agir de outro modo. Se tentasse escapar a essa necessidade, minha tentativa seria um completo fracasso. Se for industrial, nada me proíbe de utilizar equipamentos e métodos do século passado; mas se fizer isso, com certeza vou arruinar-me. Mesmo quando posso libertar-me e desobedecer, sempre serei obrigado a lutar contra tais regras. A resistência que elas impõem são uma prova de sua força, mesmo quando as pessoas conseguem finalmente vence-las. Todos os inovadores, mesmo os bem-sucedidos, tiveram de lutar contra oposições desse tipo. Aqui está, portanto, um tipo de fatos que apresentam características muito especiais: consistem em maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo e dotadas de um poder coercitivo em virtude do qual se impõem como obrigação. Por isso, não poderiam ser confundidos com os fenômenos orgânicos, pois consistem em representações e ações; nem com os fenômenos psíquicos, pois estes só existem na mente do individuo e devido a ela. Constituem, portanto, uma nova espécie de fatos, que devem ser qualificados como sociais. (Adaptado de Émile Durkheim, As regras do método sociológico, p. 389-390)
Os fatos sociais têm as seguintes características:
* Generalidade
* Fato social Exterioridade
 * Coercitividade
• Generalidade: qualidade de todo fato social ser comum aos membros do grupo, isto é, de ser geral.
 • Exterioridade: Caráter de o fato social ser exterior ao indivíduo, existir independentemente de sua vontade.
 • Coercitividade: Ação exercida, pela coerção social, que obriga os indivíduos a seguir o comportamento estabelecido. Os fatos sociais também podem ser de dois tipos: cristalizados (maneiras fixas de agir. Ex: língua, as leis, costumes vigentes, certas regras de convívio, etc.) e correntes sociais (maneiras de agir que se transformam de tempos em tempos de acordo com o contexto: moda, preferência por certos nomes, arquitetura, etc.)
Coercitividade social: o mesmo que pressão social, controle social.
Em virtude dessas características, para Durkheim os fatos sociais podem ser estudados objetivamente, como “coisas”. Da mesma maneira que a Biologia e Física estudam os fatos da natureza, a Sociologia pode fazer o mesmo com os fatos sociais. Embora os fatos sociais sejam exteriores, eles são introjetados pelo indivíduo e exercem sobre ele um poder coercitivo. (Adaptado de OLIVEIRA, Pérsio Santos Introdução à Sociologia. São Paulo, 2001, p.9 a 11).
 RESPONDA:
1) O sociólogo é um cientista social e, como tal deve assumir um papel. Qual é esse papel?
 2) Para fazer da sociologia uma ciência autônoma, Durkheim precisou delimitar um objeto de estudo. Que objeto é esse? Quais suas características? E quais os tipos?
 3) Pense em algum fato social que pode ser observado por você, explicite-o e o analise considerando o tipo e as características do fato social.

Movimentos sociais contemporâneos

4.1. Participação Política
Conforme o contexto histórico, social e político, a expressão "participação política" se presta a inúmeras interpretações. Se considerarmos apenas as sociedades ocidentais que consolidaram regimes democráticos, por si só, o conceito pode ser extremamente abrangente.
A participação política designa uma grande variedade de atividades, como votar, se candidatar a algum cargo eletivo, apoiar um candidato ou agremiação política, contribuir financeiramente para um partido político, participar de reuniões, manifestações ou comícios públicos, proceder à discussão de assuntos políticos etc.
Níveis de participação política
O conceito de participação política tem seu significado fortemente vinculado à conquista dos direitos de cidadania. Em particular, à extensão dos direitos políticos aos cidadãos adultos. Sob essa perspectiva, podemos delimitar três níveis de participação política.
O primeiro nível de participação pode ser denominado de presença. Trata-se da forma menos intensa de participação, pois engloba comportamentos tipicamente passivos, como, por exemplo, a participação em reuniões, ou meramente receptivos, como a exposição a mensagens e propagandas políticas.
O segundo nível de participação pode ser designado de ativação. Está relacionada com atividades voluntárias que os indivíduos desenvolvem dentro ou fora de uma organização política, podendo abranger participação em campanhas eleitorais, propaganda e militância partidária, além de participação em manifestações públicas.
O terceiro nível de participação política será representado pelo termo decisão. Trata-se da situação em que o indivíduo contribui direta ou indiretamente para uma decisão política, elegendo um representante político (delegação de poderes) ou se candidatando a um cargo governamental (legislativo ou executivo).
leia a continuação: Ideal democrático

Ideal democrático

Ideal democrático
Tomando por base sociedades contemporâneas que consolidaram regimes democráticos representativos (países da Europa Ocidental, América do Norte e Japão), o ideal democrático que emergiu nessas sociedades supõe cidadãos tendentes a uma participação política cada vez maior. Contudo, numerosas pesquisas sociológicas na área apontam que não há correlação entre os três níveis de participação política considerados acima. Ademais, a participação política envolve apenas uma parcela mínima dos cidadãos.
A forma mais comum e abrangente de participação política está relacionada à participação eleitoral. É um engano, no entanto, supor que haja, com o passar dos anos, um crescimento ou elevação dos índices desse tipo de participação.
Mesmo em países de longa tradição democrática, o ato de abstenção (isto é, quando o cidadão deixa de votar) às vezes atinge índices elevados (os Estados Unidos são um bom exemplo).
Em outros casos, porém, quando a participação nos processos eleitorais chega a alcançar altos índices de participação, isso não se traduz em aumento de outras formas de participação política (o caso da Itália é um bom exemplo).
Fonte: http://educacao.uol.com.br/sociologia
 Poesia:
O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política,nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Bertolt Brecht


ATIVIDADE
44) O que é participação política?
45) A participação Política é importante para a sociedade? Por quê?
46) Quais os níveis de participação política?