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terça-feira, 5 de maio de 2015

Filosofia e Religião

Resumo para o provão 3º E. M. (2º Bimestre)

1. Filosofia e Religião
1.1. Filosofia e Religião

Filosofia e a Religião são duas elaborações que compõem a dimensão antropológica do ser humano, embora pareçam paradigmas antitéticos, ambas se completam como nos lembra o historiador do pensamento grego Werner Jaeger.
Religião e Filosofia representam elaborações do espírito humano embora com finalidades diferentes, a fim da filosofia é puramente cognoscitivo e a religião tem por finalidade a salvação escatológica.
a) Filosofia: relaciona-se com a religião desde sua origem entre os séculos VII e VI a.C. na Grécia Antiga. A Filosofia nasce da necessidade de responder questões sobre o mundo natural e o homem (Cosmologia, antropologia e ética) que não foram respondidas pela Religião (discurso mítico – religioso).
Segundo Werner Jaeger a filosofia não contrapõem o discurso religioso, ambas tem as mesmas preocupações como justiça, virtude, relação entre o bem e o mal...
1.1.1. Discurso filosófico e discurso religioso
a) Discurso filosófico: é marcado pelo questionamento sucessivo, por criticar a fundamentação sobre o saber afirmado, o método utilizado pela filosofia é racional o filósofo deve usar a razão crítica (argumentação lógico-racinal).
b) Discurso religioso: apresenta-se com uma narrativa marcada por metáforas, parábola e analogias. Também é um discurso acrítico sem fundamentação crítica.

Sociedade do medo

Sociedade do medo!!!

No século XVI na Inglaterra mais precisamente em uma aldeia de Westport nasceu o filósofo Thomas Hobbes, sua teoria política é o que mais fascina os pesquisadores do pensamento hobbeseano como o prof. Dr. Renato Janine Ribeiro, Docente da cátedra de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH – USP) tendo uma vasta obra sobre Hobbes em português, espanhol e francês (quem tiver curiosidade acesse o site http://www.renatojanine.pro.br ). Hobbes é um filósofo contratualista partindo da ideia de que o estado civil nasceu de uma convenção ou pacto social entre os homens para preservar o direito natural “jusnaturalismo” de cada indivíduo (vida, liberdade e igualdade) e o papel do Estado é garantir a paz preservando o direito de cada cidadão.
Segundo Hobbes no Do cidadão nos vivemos em um Estado de Guerra, “homo homini lupus” em que os homens vivem em constante estado de medo, pois a natureza os dissociou tornado – os capazes de atacar uns aos outros.
Segundo o filósofo inglês os homens nascem iguais e está situação fomenta o estado de guerra, pois não é possível saber qual a intenção do outros homens, portanto cada indivíduo fica em constante alerta em relação aos outros homens. A atitude perante esta situação é a violência eu devo atacar e acabar com ameaça constante dos outros homens para preservar minha própria vida, vendo por esta perspectiva a atitude humana é egocêntrica.
E Hobbes continua afirmando este Estado de Guerra, pois os homens desconfiam de todos instalando assim uma guerra de todos contra todos.
Posso até me equivocar ao comparar a atual sociedade com a sociedade egoísta que Hobbes descreve tão bem em seus escritos, pois hoje saímos nas ruas em constante alerta com medo de ser atacado por alguém que vem usurpar nossos bens materiais (dinheiro, carro, celular, bolsa...). E esquecemos que devemos proteger nosso bem maior a vida o que e muitas vezes é retirada por marginais que tem mais direitos que o cidadão trabalhador que vive trancado em sua casa privando-se de sua LIBERDADE, de sua VIDA PLENA e sua IGUALDADE isto de fronte aos meandros da justiça brasileira que infelizmente ainda não é a ideal ou igualitária para todas.
Na atual conjuntura brasileira e possível observar corrupção na vida política (dinheiro na cueca, compra de panetones...), a adulteração de combustíveis, o colapso da saúde, da educação e dos valores morais corrompidos por banalidades consumistas.
Hodiernamente a sociedade é fruto do nosso egoísmo e não mudou muito a atitude comportamental do homem do século de Hobbes até o presente momento histórico, e também nos faz refletir sobre o papel do Estado que não mudou muito em sua forma de proceder desde sua releitura pelos homens modernos e que ainda na atualidade não garante os direitos e a paz na sociedade.
Em qual, momento falhamos na administração da res publica? (entender res publica no seu termo mais específico da língua latina como coisa pública) Quando deixamos o egoísmo predominar em nossa razão ou quando por “ignorância” pensamos que o público é um bem privado promovendo a corrupção e ao provocar tal atitude o homem faz com que o medo reine na sociedade (as injustiças provocam o medo no homem atual).
A partir disto retomo a questão do papel do Estado que é fazer com que o homem alcance o Bem Comum e que este seja propagado para todos os cidadãos minorando os dilemas causados pelas classes sociais em nosso tempo. Portanto cabe a cada cidadão zelar pelo cumprimento do papel do
Estado importando – se com o Bem Comum deixando de lado os “ismos” que infelizmente fazem do ser humano um ser voltado para si e que não sabe viver ou conviver em sociedade preferindo ter uma vida de guerras constantes do que praticar o direito e zelando pela paz
 

O preconceito em relação à Filosofia

Resumo para o provão 3º Ensino Médio (1ºBim.)
1. O preconceito em relação à Filosofia
1.1 Definição de Filosofia
Filosofia: é uma reflexão crítica a respeito do conhecimento e da ação, a partir da analise dos pressupostos do pensar e do agir, portanto, como fundamentação teórica e critica dos conhecimentos e das práticas. (PCN)
1.2 Tales de Mileto (fl. C. 585 a. C.)
• Foi o indicador da physis
Physis: natureza no “sentido moderno”; realidade primeira e originária de fundamental no “sentido antigo”
• Afirmou que o princípio (arché) causa das coisas que são é a água.
1.3 Pré – Socráticos
• A denominação é puramente cronológica criada para designar os filósofos que vieram antes de Sócrates.
• Preocupavam investigar o princípio que dá origem a todas as coisas, construindo uma explicação racional para suas indagações sobre a origem do mundo, do cosmos (universo).
• Buscavam dar uma explicação racional para a natureza a partir dela mesmo para ir ao encontro da origem do cosmos.
• Eram conhecidos como cosmológos ou filósofos da natureza.
1.4. Sócrates (469 – 399 a. C.)
• Nasceu e morreu em Atenas.
• Sua problemática distingue dos Pré – Socráticos (buscava uma explicação racional para a origem da natureza) enquanto o filósofo ateniense muda seu foco para as questões do homem (antropológica) da polis como a ética, política e sociedade.
• Em 399 a. C. foi condenado a morte bebendo cicuta, por corromper a juventude e não crer nos deuses da cidade.
• O ponto fundamental de sua filosofia é o autoconhecimento “conhece – te a ti mesmo”.
• Sua Filosofia se desenvolveu através do diálogo crítico dividido em duas etapas: Ironia e Maiêutica
Ironia: Sócrates formula perguntas para seu interlocutor, fingindo ser totalmente ignorante, enfatizando a sabedoria da outra pessoa, inserindo muitas perguntas ingênuas para envolver o seu oponente em contradições sem solução.
Maiêutica: é o parto das idéias, Sócrates faz as pessoas tirarem de dentro da sua alma a sabedoria que estava dentro de si.