CASO
Queixa encaminhada pelo Conselho Tutelar de Diadema:
Juliana, 10 anos, 5ª série, vespertino, na EMEF Joaquim Nabuco, faltava muito na escola, demonstrava-se extremamente agressiva com os colegas e, recentemente, foi vista pichando a escola. Seu desempenho escolar, apesar disso tudo era satisfatório. Andreia (mãe) já foi chamada várias vezes para conversar com as docentes da escola, mas não compareceu às reuniões. Quando esteve presente, demonstrou agressividade verbal para com as mesmas (relato da diretora). Andreia, 27 anos, estava grávida de 5 meses. Com ela moravam duas filhas, um enteado e sua mãe (75 anos, bastante debilitada pela idade). A única fonte de renda advinha do trabalho como catadora de lixo, a pouca aposentadoria que sua mãe recebia (pelo curto período que contribuiu como doméstica) e por vezes da ajuda da igreja. Adriano, enteado, 15 anos, estava no 5º ano, vespertino, na EE João Pessoa, e não cumpria a medida socioeducativa Liberdade Assistida, porque fica jogando bola o dia todo. Segundo a escola, antes de evadir-se, Adriano indicava sinais de deficiência intelectual, pois compreendia as orientações com dificuldade, além de ser muito infantilizado para a idade. O pai de Adriano cumpria pena por envolvimento com o tráfico de drogas (informações de Andreia). “Baby”, 2 anos (sem creche) e Carol de 5 anos (frequenta bem o período matutino, na EMEF Nadir). Os genitores se separam desde as complicações na gravidez de “Baby”. Andreia é acusada por vizinhos de deixar as crianças na casa para ir no “forró” nos fins de semana com as amigas, além de levar Juliana para passear com ela na rua nos períodos da escola. Ao ser convocada pelo CT, nega as acusações. Diz que não se dá bem com vizinhos, porque “se metem na vida dos outros e não ajudam em nada” e que Juliana não vai à escola porque não quer.
Em visita domiciliar:
Sabe-se que residiam com mais 02 famílias (irmãos de Andreia), no “Sítio do Melão”. Este espaço era ocupado desde a geração anterior de Andreia, era um grande espaço aberto em meio à mata, e inserido no bairro de www.youtube.com/watch?v=C2hsUYAFb8k>.– um bairro pobre de Diadema. A casa de Andreia era de alvenaria, com um quarto e uma cozinha, mas as demais casas eram de madeira aproveitada e todos dividem a água do poço e o banheiro externo (devido à proximidade de ambos, há uma grande chance de contaminação da água do poço). Nas demais casas haviam relatos (dos vizinhos) de trabalho infantil, pois as demais crianças ficam na rua o dia todo. Não haviam mais informações destas outras famílias.
Solicitação do conselho tutelar:
Inserção de Juliana em atividades socioeducativas na “OSC Nossa Casa”, pois a mesma corre o risco de ser abrigada, devido seus comportamentos de risco (sua agressividade e desvinculação com a escola), a negligência da mãe e proximidade com o crime (Adriano). A OSC “Nossa Casa”, com sede em Diadema, disponibilizava atividades socioeducativas (capoeira, biblioteca, contação de história, reforço escolar, percussão) para o público de 05 a 21 anos. Além disso, possuía uma equipe de educadores sociais que acompanhavam e orientavam a família. Estas atividades eram realizadas graças ao convênio com a Secretaria de Assistência Social, doações de empresas e o apoio da própria comunidade (moradores voluntários e uso da quadra da igreja).
Avaliar o caso, assinalando as VULNERABILIDADES e as POTENCIALIDADES existentes.
Traçar uma ESTRATEGIA e as AÇÕES que o educador social faria.
Com a mãe Andreia, apesar da sua agressividade verbal, era uma catadora de lixo, como educador social, poderíamos inserir ela em um trabalho de reciclagem e também orientaria ela a procurar um posto de saúde, para poder ter o acompanhamento da gestação, passar com um psicólogo. Em relação a Juliana, a mesma seria convidar a participar de uma CCA, onde ela conseguiria ter uma convivência melhor com outras crianças, ajudaria ela trabalhar sua agressividade, lá ela poderia mostrar seu lado artístico (pichar), ter novos conhecimentos artísticos. No caso do Adriano, encaminharia ele para um acompanhamento médico (psicólogo), inserir ele em uma escola, onde lá ele poderia praticar o que mais gosta de fazer, (jogar bola), inserir ele em uma CCA devido a sua deficiência intelectual, iria conviver com outras crianças e trabalharia seu lado artístico que talvez não conhecemos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Após a visualização da postagem deixe seu comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.